Pelotas, a Capital Nacional do Doce


Rota: Porto Alegre / Guaíba / Camaquã / Pelotas / Camaquã / Guaíba / Porto Alegre

Distância percorrida: 520 km

Satolep
Noite
No meio de uma guerra civil
O luar na janela
Não deixava a baronesa dormir
A voz da voz de Caruso
Ecoava no teatro vazio
Aqui nessa hora é que ele nasceu
Segundo o que contaram pra mim

Joquim, versão de Vitor Ramil* para a música Joey (Levy/Dylan)

Duzentos e cinquenta quilômetros separam, via BR-116 (além de um pequeno trecho de BR-290), Porto Alegre de Pelotas, cidade localizada na metade sul do Rio Grande do Sul. Como este é o caminho das mercadorias que chegam ou saem através do porto de Rio Grande, é preciso redobrar os cuidados: na volta do 11º Moto Lagoa, fui convidado a conhecer o acostamento por um caminhão que vinha em sentido contrário na minha pista. Curiosamente, fui convidado novamente – desta vez por um ônibus, que gentilmente deu sinal de luz – a visitar meu velho amigo acostamento na volta de Pelotas.

Erguida às margens do Canal São Gonçalo (que liga as lagoas dos Patos e Mirim), Pelotas é uma das maiores cidades do Rio Grande do Sul – com mais de 300 mil habitantes – e teve papel destacado na história do estado em função da produção de charque, produto que gerou riqueza em meados do século XVIII. A arquitetura da cidade, com clara influência portuguesa (por conta de sua colonização), também foi favorecida pelos recursos abundantes que as charqueadas movimentavam. Atualmente, a economia da cidade está baseada no agronegócio e no comércio.

A imagem da Pelotas que eu tinha na memória era de uma cidade muito grande, cosmopolita, de prédios imponentes e rebuscados: ainda criança, morei naquela região e me deslocava para lá com meus pais para fazer compras ou simplesmente passear. De volta à cidade, visitei lugares conhecidos (como o Chafariz do Calçadão, ponto obrigatório de parada da minha família no início da década de 1980) e confirmei minhas expectativas sobre a beleza da Freguesia de São Francisco de Paula. Convém lembrar que Pelotas é a Capital Nacional do Doce: passando por lá, não esqueça de visitar uma (ou várias) das muitas confeitarias da cidade.

Mais informações:

Chafariz do Calçadão

Fachada da Escola Eliseu Maciel

Catedral do Redentor (Igreja Cabeluda)

Mercado Público de Pelotas

Biblioteca Municipal de Pelotas

Prefeitura Municipal de Pelotas

*Citação do site do Vitor Ramil: “Na passagem dos anos 80 para os 90, Vitor afastou-se dos estúdios e passou a dedicar-se ao palco, pois quase não fizera shows até então. Foi quando nasceu o personagem Barão de Satolep, um nobre pelotense pálido e corcunda, alter-ego do artista.”

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