Todo dia é dia de estrada


Fat Boy na BR-116

Até mesmo segundas-feiras.

Tempo fechado na Serra da Boa Vista


Rota: Porto Alegre / Osório / Maquiné / Barra do Ouro / Riozinho / Rolante / Taquara / Gravataí / Porto Alegre

Distância percorrida: 290 km

O farol da Tornado, como eu disse outro dia, é sofrível e rodar à noite só em caso de extrema necessidade; à noite e com chuva então, nem pensar. No último sábado, depois de uma motocada, a tal extrema necessidade se apresentou: noite, chuva torrencial e apenas um farolzinho para iluminar os 90 km que separam Rolante (RS) de Porto Alegre (RS).

A previsão do tempo – sempre ela – dizia na sexta-feira que a chance de chuva para o dia seguinte era de 10%, o que me deixou bastante animado, já que o local escolhido para rodar no sábado (a Serra da Boa Vista) seria mais ou menos difícil de percorrer em função da presença ou não da chuva.

Apesar das muitas nuvens escondendo o céu no sábado, saímos de Porto Alegre no começo da tarde e antes de Osório, com menos de 100 km no odômetro parcial, a primeira chuva caiu; um chuvisco, a bem da verdade, mas já me serviu como aviso: eu me arrependeria em breve por acreditar na previsão do tempo e sair sem a capa de chuva. Adiante de Osório a chuva desapareceu e me fez pensar que talvez aquele aguaceiro na BR-290 tivesse sido pontual e teríamos tempo seco dali para frente.

Não.

Entre Maquiné e Barra do Ouro veio a primeira chuva forte que desapareceu tão rápido quanto chegou; quando começamos a subida da Serra da Boa Vista somente um chuvisco leve nos acompanhava, mas bastaram algumas curvas para que o horizonte desaparecesse – e em seguida a própria estrada – em função da forte neblina. Continuamos nessas condições até Riozinho, onde a chuva voltou a cair com força e de Rolante a Taquara, já noite fechada, precisamos rodar devagar com trânsito intenso nos dois sentidos. De Taquara a Porto Alegre a intensidade da chuva diminuiu, mas o precário farol da Tornado exigia a mesma velocidade reduzida nas curvas da RS-020.

Chegamos sãos e salvos em Porto Alegre depois das 20h e a tensa última parte da motocada foi a situação mais crítica na qual me envolvi nos últimos anos: via de regra sou muito cuidadoso com esses detalhes, mas dessa vez fui pego de surpresa. No motociclismo sempre é tempo de aprender, não importam as décadas ao comando do guidão.

(N. do E.: a culpa dos poucos registros fotográficos, como o amigo leitor deve imaginar, foi da chuva. Além da câmera, entraram no banho a carteira e o telefone, mas no final das contas todos se salvaram com algumas poucas sequelas.)

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