Cascata da Pedra Branca


Rota: Porto Alegre / Osório / Três Forquilhas / Itati / Osório / Porto Alegre

Distância percorrida: 390 km

Localizada no município de Três Forquilhas (RS) e com aproximadamente 120 metros de altura, a Cascata da Pedra Branca é um dos principais pontos turísticos da região. Existem vários acessos possíveis, mas o mais curto e com menor distância sem pavimentação asfáltica fica em Itati, ao lado de um posto de gasolina entre os quilômetros 21 e 22 da RS-486 (Rota do Sol).

Como eu pretendia motocar por tanto chão batido quanto fosse possível, saí da Rota do Sol no trevo de acesso a Três Forquilhas, onde encontrei a primeira de muitas pontes – todas sem proteção lateral – da região. Rodei por alguns quilômetros praticamente sozinho e logo os trechos de pedra cobraram o seu preço.

Perder um pedaço da moto nas estradas secundárias do Litoral Norte do Rio Grande do Sul é uma sina: em março de 2011, rodando com a minha ex-Honda Tornado, perdi ambos os parafusos do suporte da placa e ela própria não ficou pelo caminho por que o arame do lacre era dos bons (e resolvi o problema com um pedaço de fio elétrico).

Em uma das muitas subidas onde o saibro é substituído pelo piso de pedras, ouvi um barulho vindo da parte dianteira da moto; parei logo adiante e bastou uma olhada rápida para diagnosticar o problema: um parafuso torx (que prende o conjunto ótico e o protetor do farol) tinha resolvido morar no interior. Para fugir do sol saariano, passei a mão na bolsa de ferramentas e rapidamente fiz um remendo usando lacres plásticos.

Com um parafuso a menos

Conserto executado (ficou quase tão bom quanto o original, apesar do olhar um pouco caído), enrolei o cabo para chegar logo à cascata e escapar do sol escaldante – mas os últimos 4 quilômetros de estrada acabaram com a minha pressa: cheio de subidas e descidas, o trecho final é uma trilha em meio à mata e, por conta do piso com pedras soltas, exige atenção do piloto: se a roda traseira travar, é preciso escolher entre a valeta ou o precipício. A bem da verdade, a GS não é a melhor escolha para rodar nesse tipo de terreno: o melhor seria uma trail leve e forte para fazer a brincadeira ficar mais divertida.

Por fim, lá pelo meio da tarde, encostei a moto na famosa Cascata da Pedra Branca e comprovei que ela faz jus à fama de bela. Além disso, depois de passar horas suando dentro da jaqueta, colocar os pés dentro da água fria é relaxante. Valeu cada quilômetro: vá lá conferir e depois me diga se não vale a pena.

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