Troca de óleo da BMW F 800 GS (36.500 km)


Deixei a preguiça de lado no último final de semana e troquei novamente óleo (Motul 5100 10w40) e filtro (Athena) da GS: a mudança no comportamento do motor é tão perceptível que dá vontade de fazer o serviço mais frequentemente; como não sou especialista, preciso seguir quem entende do assunto – e mesmo assim, dependendo da fonte que se consulte, a recomendação é para usar até 10.000 km. O óleo que saiu do motor segue com bom aspecto, ainda viscoso, e não há sinal de desgaste precoce das partes móveis.

Trocas (fora da concessionária) anteriores:

Passo do S, Serra do Umbú e o frio de rachar


Rota: Porto Alegre/Novo Hamburgo/Taquara/São Francisco de Paula/Maquiné/Osório/Porto Alegre

Distância percorrida: 450 km

Fez frio nos Campos de Cima da Serra no último final de semana. Conhecida pela neve, a região é gelada até no verão e os 3 graus anunciados para o sábado passado já serviriam para desencorajar uma saída de moto – mas surgiu uma possibilidade de conhecer o Passo do S, no Parque Estadual do Tainhas, e cavalo encilhado não se deixa passar. De mais a mais, essa temperatura prevista deveria ser a mínima do dia, provavelmente cedo da manhã, e não chegaríamos (eu e um parceiro de várias indiadas) antes das 10h no topo da serra.

Saímos de Porto Alegre (RS) antes das 8h com uma temperatura de 10 graus; à medida em que subíamos a serra, o termômetro no painel apontava um problema cada vez maior: no final das contas, na chegada a São Francisco de Paula, os 3 graus previstos deram as caras. Enquanto estivemos parados a temperatura não era tão incômoda, mas depois de alguns minutos rodando não havia luva que mantivesse a mão protegida do frio de rachar a ponta dos dedos.

A estrada de chão que liga a RS-110 ao Passo do S possui 7 quilômetros de extensão e exige atenção nas baixadas, onde a água se acumula e o barro transforma o passeio em um rali. Com um pouco de paciência, em pouco tempo chega-se ao Rio Tainhas, onde o lajeado com um palmo d’água permite o cruzo de veículos: na chegada à margem do rio, já com o sol rompendo o bloqueio das nuvens, o termômetro marcava confortáveis 5 graus.

Passo do S

Empolgado com a chegada, segui a estrada e entrei rio adentro com a moto, parando em seguida para registrar em fotos o lugar. Ao parar, me pareceu que o lajeado não era tão estável para a moto quanto eu esperava, mas deixei para avaliar com mais calma na volta de uma caminhada pela margem até a cascata que fica a poucos metros da estrada.

Registros feitos, entramos um pouco mais no rio a pé e então apareceu a explicação da instabilidade do piso: limo. Ficamos ali na margem, discutindo se valia a pena arriscar ou não, eventualmente caminhando um pouco mais em direção ao centro do rio, e então ficou claro que se mal conseguíamos ficar de pé, com as motos o cenário seria mais complicado ainda. Talvez um tombo em baixa velocidade não fosse um problema, mas levantar a moto do lajeado sem ter onde apoiar o pé com segurança seria impossível. Além disso, com a temperatura na casa dos 5 graus, rodar molhado os 200 quilômetros de volta para casa não parecia ser uma boa ideia.

Assim, restou adiado para o verão, com menos água, talvez com menos limo, o esperado cruzo do Passo do S. Como prêmio de consolação, almoçamos em Tainhas, onde uma sopa de feijão esquentou o corpo para encarar a volta, e descemos pela Serra do Umbú (onde eu havia passado em março de 2010).

Até o verão, Passo do S. Voltaremos.

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