A Lagoa dos Barros e suas histórias


Principal ligação dos moradores de Porto Alegre e região metropolitana com as praias do litoral norte do Rio Grande do Sul, a BR-290 (que se chama Free-way neste trecho) percorre a margem norte da Lagoa dos Barros pouco antes de Osório, município de 40 mil habitantes que recebeu em 2006, lado a lado com a lagoa, o primeiro parque eólico do estado.

Cercada de histórias – sobre ninfas, lobisomens, uma cidade submersa e um redemoinho que suga os pescadores -, a lagoa atravessa gerações cada vez mais viva no imaginário popular. Nenhuma dessas histórias, entretanto, é mais conhecida que a da noiva de branco:

Na década de 1940, reza a lenda, uma jovem recém-casada foi morta e jogada na Lagoa dos Barros, onde, durante a noite, aparece dançando sobre as águas ou pedindo carona aos motoristas que passam pelas estradas da região com seu vestido de noiva.

Além de pródiga em histórias, a Lagoa dos Barros é uma velha conhecida dos praticantes de esportes aquáticos e serve como fonte para irrigação das plantações ao seu redor: a partir da RSC-101, próximo da localidade de Passinhos (em Osório), é possível acessar a Estrada Julio Brunelli e percorrer seus 16 km até a RS-030.

Apesar da ausência de pavimentação, não há trechos problemáticos e, entre costeletas e um pouco de areia solta, a diversão é garantida. Se o amigo leitor escolher passar por lá à noite, talvez a diversão seja maior ainda. Ou não.

9 Comentários

Bela história, Piréx. Agora veja como são culturalmente importantes esses nossos encontros: em função de um dos assuntos tratados na TG de ontem, fiquei a pensar: será que essa noiva caberia no banco da moto do Robert??? Porque, já que ela foi morta e atirada no rio por um marido ciumento, suponho, ela preencheria o outro requisito…

É, TG também é cultura…

saudade de uma motocada..por aqui só lagoa seca…
abs
wilson

Muito legal esse lugar da para limpar a cabeça em uma tarde de sol

KD:
Qualquer evento com aquela quantidade de cerveja seria cultural. Muita cultura inútil, certamente, mas excelente para descansar a cabeça da correria diária.

Wilson:
É verdade. Aqui também. Fazia horas que eu não dava sequer uma voltinha no quintal e a moto estava servindo apenas como meio de transporte para o trabalho.

Daniel:
Muita gente vai para aquela região para descansar por dias: ao longo da margem da lagoa, há áreas para camping – mas se o objetivo for apenas aproveitar o dia, existem descidas para colocar um caiaque, SUP ou jetski na água.

Abraços!

Grande Pirex. Baita registro textual e fotográfico. Xdb.

Grande Piréx!

Na nossa viagem pela América do Sul, em Abril, tivemos que pernoitar em Osório no segundo dia. Nosso plano era chegar em PoA, mas pegamos um dilúvio que impossibilitou que prosseguíssemos viagem aquele dia.

Se soubéssemos dessas histórias talvez teríamos aproveitado mais a região!!!

kkkkkkkkk

A propósito, nós, Mineiros das Minas Gerais, não estamos acostumados com rodovias tão incríveis quanto a FreeWay!!!! Ficamos maravilhados!!!

Abçs

Valeu, Urik!

Fred, a Free-way é uma exceção entre as estradas do RS: não há muitas mais como ela – e o bom estado é mérito dos pedágios, que em 100 km são dois (motos pagam a metade do valor dos carros). E sobre aproveitar a região, vamos ver se na próxima vez que vocês passarem por aqui conseguimos bater um papo.

Abraços!

Tá show de bola esse blog, e a BMW é de mais!!! parabéns Piréx! Abração irmão.

Obrigado, Mauricio. A motocada foi para matar as saudades de Osório.

Abraço!

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