Atacama, uma maravilha da natureza


Logo após a travessia da Cordilheira dos Andes no ano passado, nos perguntávamos qual seria a próxima viagem e se ela desbancaria o que vimos por aquelas bandas. Alguns meses depois, começamos a rascunhar uma nova passagem pela cordilheira (entrando no Chile pelo Paso de Sico e saindo pelo Paso de Jama) para chegar à região de San Pedro de Atacama.

Nos começo deste mês, colocamos o plano em prática: são estes 12 dias de muitas parrillas, cervejas variadas, salares, espetinhos de lhama, teorias para salvar o mundo, balas de coca e até um radiador furado que passo a relatar agora.

Lhamas no trilho

Véspera de viagem é um período tradicionalmente tenso: peguei as ferramentas certas? E as roupas? Remédios? Câmeras? E os carregadores de cada coisa? Quando o primeiro de maio chegou, acabou a tensão e cedo da manhã nos mandamos para a estrada – que, verdade seja dita,  não nos reservou muitas surpresas até São Borja (RS). Cruzada a Ponte Internacional da Integração, estávamos em solo argentino e bastaram poucos minutos para preencher a papelada necessária que oficializa a entrada naquele país; mais alguns quilômetros e já estávamos em Santo Tomé, primeira parada da viagem (para quem gosta de jogos, Santo Tomé tem um cassino com a parafernália tradicional – roleta, cartas, caça-níqueis, etc – junto ao hotel).

Radiador furadoNo segundo dia da viagem, amanheci com uma única preocupação: chegar à ponte General Belgrano, que separa Corrientes de Resistencia, sem colocar as rodas na faixa central da Avenida Independência (apesar de não existirem placas sinalizando, é proibido o trânsito de motocicletas ali e a polícia local está sempre de olho). Em Ituzaingó, entretanto, veio a surpresa desagradável: uma das V-Strom foi sorteada e ganhou uma pedrada no radiador, fazendo um furo por onde escorria rapidamente o líquido de arrefecimento.

E agora, o que fazer?

Depois de uma reunião rápida e uma consulta aos funcionários do pedágio, decidimos entrar na próxima cidade,  mas lá um mecânico de motos nos aconselhou a rodar até Corrientes, capital da província, onde teríamos mais chance de resolver o problema. Vazando estrada a fora, tocamos até a Avenida Independência, onde encontramos o comércio quase todo fechado. O motivo? A hora da siesta vai das 12h às 17h, então a solução foi tomar um sorvete para aplacar o calor e esperar. Pouco depois do meio da tarde, começamos uma peregrinação pelos lugares que poderíamos conseguir ajuda (concessionários Suzuki e Honda, loja de radiadores, etc) e, finalmente, conseguimos a dica que salvou o dia: uma oficina mecânica. Lá, desmontamos a carenagem da DL-650 e em pouco tempo o Sr. Carlos Cuffia soldou o furo no radiador e salvou o dia.

Aí está a equipe depois do serviço pronto:

Equipe da oficina

Resolvido o problema, voltamos à estrada para ver se conseguíamos chegar a Presidencia Roque Sáenz Peña, uma vez que Pampa del Infierno, nosso destino original, parecia longe demais depois de toda a função com o radiador (já passavam das 18h quando saímos de Corrientes). Já noite fechada, chegamos ao hotel e às merecidas Quilmes com lomo a lo pobre.

Pé no Chaco

Cruzar a reta interminável que atravessa o Chaco argentino era o objetivo do dia seguinte, e assim o fizemos. Sem muitas surpresas ou lugares cinematográficos, chegamos a Salta no final do dia; lá, a melhor parrilla da viagem nos esperava no La Candelaria, de onde voltamos rolando para o hotel. O sono foi pesado: o Paso de Sico, previsto para o dia seguinte, nos esperava.

Cedo da manhã, a caminho de San Antonio de los Cobres, abastecemos as motos (e os galões) e encontramos a primeira e única chuva – rala, diga-se de passagem – da viagem, que logo nos abandonou. Sem ela, desnudaram-se as belas paisagens da região e, prêmio final, acabamos encontrando com o Tren a las nubes no caminho. Chegamos ao meio-dia em San Antonio de los Cobres, completamos o tanque das motos e apontamos as motos para a Aduana Argentina, onde executamos os trâmites necessários e, em seguida, tocamos para a Aduana Chilena, que sem demora nos liberou para completar o Paso de Sico.

Sempre que volto de uma viagem que envolve a Argentina, uma pergunta é recorrente: e a Policia Camiñera? Pois dessa vez passamos por várias barreiras e postos sem um problema sequer. Nem uma única vez ao longo de quase 5.000 quilômetros nos solicitaram una contribución para la ruta ou algo parecido. Eu faço votos que esse comportamento discutível seja uma coisa do passado e que os motociclistas e viajantes em geral possam aproveitar suas férias sem preocupações. Nada mais justo, uma vez que, durante as viagens, injetamos nossos reais suados na economia argentina através de hotéis, postos de gasolina e restaurantes.

Chegamos ao destino do dia, dessa vez San Pedro de Atacama, com noite alta – mas ainda havia uma surpresa: como a pousada ficava do outro lado de um riacho, foi preciso atravessá-lo para que pudéssemos descansar as carcaças cansadas. Dominado o riacho – que foi atravessado muitas vezes enquanto estivemos em San Pedro de Atacama, com alguns escorregões mas sem nenhum dano -, começamos a explorar a cidade, suas ruelas, bares, restaurantes, lojas e até uma carniceria, onde compramos carne e carvão para um churrasco sob o céu inigualável do deserto.

Nos três dias em que estivemos lá, visitamos os Geisers del Tatio, o Valle de la Luna, a Laguna Cejar, os Ojos del Salar, a Laguna Tebinquinche, a Laguna Lejía e o Salar de Aguas Calientes (como o tempo foi curto, faltaram outros tantos lugares: essa é a desculpa que usaremos para voltar lá) e em nenhum momento o mal da montanha nos pegou, talvez por conta das balas de coca.

Hora de voltar

Começar a viagem de volta sempre é uma hora triste, mas, neste caso, ainda tínhamos o Paso de Jama para cruzar e sabíamos que ele certamente teria muito a nos apresentar. Logo nos primeiros quilômetros de subida, a mudança nas motos foi nítida e ter paciência foi o melhor remédio; um pouco mais adiante, a temperatura foi caindo rapidamente até bater nos -6°C (às 10h da manhã, com sol alto), onde ficou por muitos quilômetros e nos obrigou a dar uma parada para esperar o sangue voltar às mãos e pés.

Já na Argentina, quando pensamos que as surpresas haviam acabado e agora era só acelerar de volta para casa, a RN-52 apresentou suas curvas, ascendentes e descendentes e com temperatura positiva, para alegria de todos: foram muitos cotovelos sucessivos que testaram a aderência dos pneus e a habilidade (ou a falta dela) dos pilotos. No final do dia, chegamos a San Salvador de Jujuy e encaramos a última parrilla da viagem. Por fim, no dia seguinte, voltamos às retas do norte argentino, cruzamos o chaco, alcançamos a fronteira e voltamos às nossas casas 5.000 km mais experientes.

Rota & distâncias

Origem Caminho Destino Distância
Porto Alegre (BRA) Canoas, Santa Maria, São Borja San Tome (ARG) 600 km
San Tome (ARG) Corrientes Presidencia Roque Sáenz Peña (ARG) 590 km
Presidencia Roque Sáenz Peña (ARG) Pampa del Infierno Salta (ARG) 650 km
Salta (ARG) San Antonio de los Cobres, Paso de Sico, Socaire, Toconao San Pedro de Atacama (CHI) 510 km
San Pedro de Atacama (CHI) Paso de Jama, Susques, Purmamarca San Salvador de Jujuy (ARG) 480 km
San Salvador de Jujuy (ARG) Pampa del Infierno Presidencia Roque Sáenz Peña (ARG) 680 km
Presidencia Roque Sáenz Peña (ARG) Corrientes San Tome (ARG) 590 km
San Tome (ARG) São Borja, Santa Maria, Canoas Porto Alegre (BRA) 600 km

Exceto por um pequeno pedaço da RN-16 com deformações na província de Salta, no norte da Argentina, todos os trechos pavimentados por onde passamos estavam em boas condições; há vários pedágios pelo caminho, tanto no Brasil quanto na Argentina, mas motocicletas são isentas em todos eles e os postos de gasolina existem em quantidade razoável, separados por no máximo 200 km.

Os trechos de chão batido, por outro lado, merecem uma análise mais detalhada:

1. O Paso de Sico, que liga a Argentina ao Chile, possui cerca de 250 km de chão batido e exige tempo, paciência e habilidade para fazer a viagem render: alguns trechos são de saibro, outros com areia solta, muitos com costeletas e noutros tudo ao mesmo tempo. É um caminho belíssimo, mas é preciso estar preparado para encarar a estrada ruim, a ausência quase total de outras pessoas, duas aduanas e o frio, que chega assim que o sol se vai. O último posto de gasolina está localizado em San Antonio de Los Cobres e ele eventualmente fica sem combustível, então abasteça o tanque (e o galão, se for o caso) em Salta.

2. Sendo um dos passeios mais bonitos da região, a ida aos Geisers del Tatio é oferecida por várias empresas, todas no centro de San Pedro de Atacama, a preços razoáveis: é possível subir até o campo geotérmico de moto – são quase 100 km de chão batido -, mas é preciso chegar lá ao redor das 6h para ver o melhor do espetáculo e neste horário a temperatura é muito baixa (quando fomos, -14°C).

3. Valle de la Luna, Ojos del Salar, Laguna Tebinquinche e Laguna Cejar, com a orientação das pessoas da região, podem ser facilmente visitados de moto. Não esqueça de perguntar, além do caminho, quais são os melhores horários para visitar cada um dos pontos turísticos: o pôr-do-sol na Laguna Tebinquinche é imperdível.

4. Apesar de pouco procurados, Laguna Lejía e Salar de Aguas Calientes merecem uma visita demorada tanto por sua beleza quanto pelo caminho entre os vulcões (são cerca de 60 km de chão batido desde a Ruta 23, passando por Talabre: este último, Aguas Calientes, seguramente foi um dos lugares mais bacanas que já conheci). Os amplos espaços de rípio ao largo da estrada convidam à uma brincadeira com as motos.

Números da viagem

  • Distância percorrida (sem contar os passeios): 4.700 km
  • Gasto com gasolina: R$ 600
  • Gasto com hospedagem: R$ 1.000
  • Gasto com comida: R$ 400
  • Consumo médio da BMW F 800 GS: 24 km/l (melhor: 27 km/l; pior: 22 km/l)
  • Custo médio do litro da gasolina (95 octanas): R$ 2,60 na Argentina e R$ 3,50 no Chile

Laguna Tebinquinche

Como diz o ditado, não existe almoço grátis. Os lugares são impressionantes, as paisagens são de tirar o fôlego, as comidas e bebidas variadas, a cultura e as pessoas são uma aula a cada esquina – mas tudo isso tem um preço: a boa notícia é que basta organizar bem a empreitada para ele ser relativamente baixo. Na minha opinião, vale cada minuto investido em planejamento, cada problema mecânico, cada estrada ruim, cada centavo, cada quilômetro, cada dia. Vá lá e depois me conte se vale ou não vale.

Gracias pela parceria, gurizada. Até a próxima!

40 Comentários

que beleza Pirex!! sucesso total, parabens pela viagem e obrigado pelas informações do Paso Sico, quero fazer tb… muito bem detalhado o relato, show

Belíssimo ! Parbéns pelo relato, a aventura e fotos, realmente deve ser uma experiência ímpar!
Abraços

DEMAIS!!! Belas fotos, belas paisagens….O Atacama será meu próximo destino, só não sei ainda se em 2 ou 4 rodas!!! Parabéns a todos!!! Como diz o grande Amyr Klink, “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

Que viagem! Suas fotos estão ótimas. Essa viagem está na minha lista!

Sensacional Pirex !!! Onde compro o ticket do ano que vem ?!

Afú…baita trip. Fotos perfeitas. Parabéns ao viajantes.

Piréx, me esqueci, fizeste também uma ótima média de consumo, considerando que é uma “800” ! E que achaste dos aquecedores de manoplas, são bons, realmente fazem a diferença ?
Valeu
Abraço

Parabéns Piréx !! show de bola ! Vou usar todas as dicas para montar a minha viagem . Grande abraço

Grande viagem, lindas fotos, tenho muita vontade de voltar lá, espero que você tenha aproveitado tanto quanto eu quando fui.
Abraço

É verdade, que média hein? Que velocidade de “cruzeiro” vocês andam?

Amei.

Por tudo isso vou fazer a Rota 66 ano que vem.

Por que pegar saibro é coisa de masoquista, hahahaha.

Abrazon,

EL CO

PQP. as fotos são d-i-v-i-n-a-s.

Vou copiar um monte pra mim, com autorização do criador, Nosso Senhor que está no céu.

Smack

EL CO

sonho de todo motociclista, parabéns! espetacular….em breve entrarei em contato para pedir informações, em breve irei ao atacama tbém, o planejamento já vem acontecendo há alguns meses.

Pirex e demais participantes, parabéns pela empreitada.

Que beleza que não houve maiores contratempos.

Relato muito bom (como sempre) e fotos fantásticas.

Parabéns novamente e nos veremos em breve numa 5ª gaudéria regada a guaraná.

Abraço

Avélinho

Show de bola Piréx !
Grande viagem ! Pena são os tempos curtos que temos né ? Dá vontade de passar um mês desbravando os lugares.

Grande abraço.
Pedro Martins.

A tristeza que dá é saber que eu moro em Fortaleza/CE e para desfrutar de imagens assim ao vivo eu teria antes que atravessar 4.000 km só para chegar onde você começou. A gente fica meio isolado do lado de cá do planeta e depois que já se bateu fotos de todas as praias possíveis só resta a água na boca de ver tanta coisa linda do lado de lá…

Parabéns pela viagem, pelo planejamento e até por ter feito tudo isso com baixíssimo custo. Até o rendimento de sua GS foi bem melhor que o da minha, que fica sempre entre 18 e 20 km/l na estrada (talvez o fato de eu ser grande e gordo ajude um pouco.. he he).

E um parabéns adicional pelas fotos. Também tenho este hobby e também tenho imagens que dão gosto, mas as suas merecem uma exposição. Que paisagens! Vulcões, geisers, cidades que parecem feitas de pedra e argila, paisagens de sal, estradas belíssimas… fantástico.

Mas tudo bem, pra compensar minha ausência disso tudo… eu ganhei o kit da Tramontina!!! he he

Longa vida ao Piréx e seus amigos!

Piréx, aproveitando sua experiência recente e pensando numa despesa que terei que fazer em breve:

Notei que a moto azul e branca (Trophy, como a minha, que em breve vai pedir calçados novos) estava calçada com pneus mais off, parecem ser um Mitas E-07, enquanto as demais usavam calçados mais on/off, que parecem ser o Anakee-2.

A gente sabe que isso desperta paixões, ódios e amores, e você mesmo já escreveu sobre isso em artigo. Então, depois de 5000 km, qual o veredito? Como o off se deu no asfalto, principalmente nas curvas, e como o on/off funcionou na terra? Você trocou os seus recentemente e optou pelos Anakee. Depois da experiência, acha que fez a escolha certa?

Abraço!

Bah Pirex, fico só babando, minha Shadow ja ta com 63 mil km, acho que não da pra ir la. kkkkkk

Parabéns, bélisimas imagens.

Grande abraço!

Caraaaaaacoles!!! Parabéns pelo relato. Nem acredito que passei por tudo isso. Obrigado pela parceria, incentivo e apoio moral, Pirex, Tara, Dedé e Chi. Valeu!!

Parabéns Piréx!
Mais uma viagem de cair o queixo!
Assim dá mais vontade ainda de cruzar as fronteiras em direção ao Chile.
Abraço!

….acompanhei a viagem pelo face e estava ansioso pelo relato, e agora acabei de reler e rever as fotos que aliás são dignas de livro, mais uma vez parabéns a todos!

Curti a viagem de voces. Acompanhei pelo Face. Parabens ! Bom relato com dicas importantes e ótimas fotos. Ja sei por onde vou começar, para chegar lá ( faltou um mapinha com a trip, pra ficar mais completo… he he he ). Obrigado por compartilhar. Abç

Pirex,
Parabéns pelo relato, está muito, mas muito bom mesmo e são lembranças bem recentes de trip semelhante que fizemos.

Como todos nós, sempre querendo, quando será a próxima.

Abração, bons passeios, ótimas e seguras estradas

Amaro

Salve estimado amigo e irmão!

Fantástico o relato, a viagem, a coragem, a vida!

Parabéns!

Caraca Piréx! Que passeio legal hein!
Um dia vou fazer um desses…

E as fotos também ficaram excelentes. Parabéns para toda a equipe!

PS. Agora já sei que protetor de radiador é uma necessidade. Hehehe
T+

grande pirex, viagem xdb. parabeinz proce heheheh

Como já disse o landão: carááááácoles!
Relato, como sempre, sensacional, e que só me deixa mais satisfeito de ter feito parte dessa história.
E aí, bora lá editar um livro com essa seleção de fotos, hein?
Show.

PS. Ficou faltando o tópico da ‘tragédia’ com a máquina. Fica pra um próximo posto.
Tá autorizado.

Parabéns Pirex !
Bela viagem, belo relato, é uma realização para qualquer vivente que curte moto.

Tudo muito bom, magrão.
Hasta la vista, pra ouvir as histórias.
Abraço

Grande Mestre,

lerei com calma quando voltar para casa, o que deve ocorrer dentro de alguns dias.

Abraços a todos os participantes.

Quero as lorotas para uma quinta gaudéria.

Ovelha

Ilibados, parabéns pela bela viagem. Fiquei aqui, acompanhando e me roendo de inveja.

As fotos ficaram sensacionais, Pirex. O nível está ficando profissional. Parabéns.

Caramba Pirex … tu é mesmo um especialista .. em causar DOR DE COTOVELO na gente. Rs.
As fotos são simplesmente “estonteantes”. Essa viagem foi magnífica. Eu desejo muito fazer uma viagem dessas um dia. Seu depoimento só aumentou esse apetite. Você fala em voltar?? Pois não deixe de comentar quando for fazer isso .. não sei quando, mas vou querer muito ir junto se possível. Parabéns ..

Parabéns! Já estive nesta região com minha V-stron1.000.
VOCES FIZERAM FOTOS FANTÁSTICAS!(profissionais)

Pois bem Pirex e demais moto aventureiro!!! Parabéns por mais essa motocada, eu fico de cá só lendo atentamente o relato e curtindo as belas fotos.

Um dia eu ainda irei limar pneu por essas bandas!!

Abraço até +

Parabéns pela viagem e pelas fotos maravilhosas. Me diz uma coisa, será que uma Versys 1000 é adequada para aquelas estradas?

Matias:
O Paso de Sico é trabalhoso, mas vale a pena. É um lugar incrível. Os detalhes estão na resposta ao Fernando, mas acho que o mais preponderante é que não costumamos enrolar o cabo até o final. Eu sou o maior roda-presa do mundo: vou curtindo a viagem, entrando no clima, e quando vejo estou a 80 km/h. Tem também a questão da gasolina, mas acho que em alguns lugares é melhor, noutros pior e no fim das contas isso não tem influência.

Fernando:
Realmente a experiência é impagável. A média tão boa se deve principalmente ao trecho do dia (muitas vezes andávamos devagar, como no Paso de Sico, ou tínhamos muitas descidas pela frente) e à nossa mão leve… Nossa velocidade de cruzeiro normalmente fica entre 100 e 120 km/h. Os aquecedores de manopla me ajudaram bastante, mas para serem realmente efetivos é preciso ter os protetores como as da Trophy que aparece nas fotos: como eles, há menos perda de calor.

Daniel:
Coloca o Atacama na tua lista com prioridade alta por que vale muito a pena. Estar em 2 ou 4 rodas é só um detalhe.

Renato:
O lugar é fotogênico e isso ajuda muito. As fotos estão misturadas, então o mérito pode ser de qualquer um dos viajantes. Ainda tenho outras por publicar (além dos vídeos), mas minhas férias acabaram e vou poder fazer isso.

Tara:
Também quero saber onde compro a passagem para 2014.

Fernando Tocci:
Boa viagem… Vá lá que vale a pena.

Minerin:
Aproveitamos muito, mas sempre fica uma vontade de voltar. Certamente faremos isso em um futuro breve para conhecermos o que faltou (e faltou muita coisa).

GDM:
Eu sei que tem espaço nessa garagem para uma (outra!) bigtrail. Mais cedo ou mais tarde… E faça bom uso das fotos. O material aqui é creative commons.

Rudy:
Estou às ordens para o que precisares. É só gritar.

Avelino:
Não ter nenhum problema sério é o melhor de tudo. Tua presença aqui no RS está fazendo falta… Já não se vê mais Quintas Gaudérias como antigamente.

Pedro:
A vontade é de ficar rodando até cansar (quando será que isso aconteceria?), mas é preciso voltar para matar a saudade da família, pagar as contas e juntar dinheiro para a próxima.

Gilberto:
Isso é verdade. Aqui no RS temos essa facilidade de estar relativamente perto de alguns lugares como o Atacama – mas subir para o Norte/Nordeste está nos meus planos há horas. Como eu comentei com o Fernando e o Matias, não costumamos acelerar muito e nessa viagem, em alguns trechos, nem era possível… Daí a média excelente. Os lugares por onde passamos ajudam muito no resultado as fotografias, então boa parte do mérito é da natureza.

Gilberto:
Eu não tive a experiência que o Tara teve com o Mitas E-07 na viagem ao Atacama e a única observação dele que ouvi com frequência é que o comportamento da moto muda durante uma frenagem mais exigente no asfalto (a distância percorrida é maior). Alguém que ataque as curvas mais agressivamente terá uma perda ao usar um pneu mais off-road – mas isso é o esperado: nenhum pneu vai cobrir todos os casos de uso.

Minha experiência com o Anakee 2 foi boa: no asfalto, e eu gosto de curvas, e ele responde bem; como sou muito comportado na chuva, achei bom também; no piso instável, de pé e tracionando, a moto oscila dentro do esperado e segue na direção certa. Ele é o pneu que eu imaginava, mas ainda pretendo fazer uma experiência com pneus mais off-rod (Mitas E-07, Continental TKC-80 ou Metzeler Karoo T).

Jam:
Respeitadas as limitações de cada conjunto moto/piloto, com certeza dá… Tem gente que vai de R1, outros de Biz, então é só tocar no ritmo certo que funciona. Claro: chão batido com a Shadow é complicado (e eu sei bem disso: tive duas), mas há outros caminhos.

Landão:
Nós é que agradecemos pela parceria e paciência infinitas.

Vainer:
Com certeza vale a pena: te organiza e manda bala.

Ademir:
Eu optei por não embutir um mapa do Google neste artigo por que ele não conhece a travessia da cordilheira pelo Paso de Sico – e assim um dos pontos altos da viagem ficaria pela metade. Se for do interesse de algum de vocês, me avisem e disponibilizo para download aqui a rota (para GPSs Garmin e compatíveis).

Amaro:
Isso é bem verdade: já voltamos pensando em quando será a próxima. Ainda há muito o que rodar só aqui no nosso quintal, então temos muito o que discutir.

Dalpaz:
Seguramente foi uma viagem para fazer qualquer um se sentir vivo. Muitas vezes eu larguei a máquina fotográfica e fiquei contemplando o espetáculo da natureza.

Daniel:
Os dois proprietários de V-Strom já estavam fazendo projetos de protetores de radiador na volta… É um bom investimento. Tivemos sorte de conseguir alguém com boa vontade para nos ajudar, mas uma pedrinha poderia ter estragado nossa viagem.

Valeu, Tonhão!

Dedé:
Não rola uma exposição no espaço das artes? Era uma. A tragédia com a máquina foi tão trágica que nem me animei a incluir no artigo – mas para não deixar nossos amigos leitores curiosos, vai uma explicação curta: em uma das paradas para abastecer, o Dedé deixou a máquina pendurada no galão de gasolina que estava sobre o baú da V-Strom e esqueceu lá. Resultado: na estrada, o escape derreteu a bolsa da câmera, fundiu o material da bolsa com a própria câmera, até que ela caiu e se espatifou no chão, colocando fim à vida de uma Canon DSLR (mas o cartão de memória, felizmente, se salvou).

Obrigado, Teodoro.

Ricardo:
Segunda-feira estou de volta para contar o que não escrevi.

Ovelha:
Marque uma Quinta Gaudéria e vamos ver se esse povo se mexe.

Diabolin:
As fotos são mérito de todos (se não como fotógrafos, pelo menos como modelos). Os lugares por onde passamos também ajudaram um pouco, mas com esses modelos… Ou será ao contrário?

Mauro:
Provocar os leitores é um dos objetivos do Diário de Bordo: fotos assim são o empurrãozinho que faltava para fazer a galera colocar a moto na estrada. E vamos voltar com certeza: o lugar merece.

Obrigado, Dirceu.

Samuel:
Venha por que vale a pena.

Cyro:
Não vejo problema algum em usar uma Versys 1000 nas estradas por onde passamos. Tenho certeza que ela se daria muito bem por lá.

Abraços!

Boa tarde Piréx, estamos programando uma saidinha pro Atacama, começamos semana passada, vendo caminhos, postos de combustíveis (oq mais nos prende atenção até agora), hotéis…

A questão que gostaria de ver com vc é sobre o caminho que vcs fizeram até lá. Estávamos programando sair de Santa Maria, BR – Uruguaiana, BR – Santa Fé, Argentina – Córdoba, Argentina – Mendoza, Argentina – Los Andes, Chile…. e vir subindo pelo litoral até San Pedro de Atacama, Chile.

A questão é ao sair de San Pedro de Atacama, Chile. Vimos pelo Google Maps (que não faz rota direta) a tal da Ruta 23… Foi por este caminho que vc foi até San Pedro de Atacama? Pelo que vi no Google, “Paso Sico” fica mais ao sul.
Pela Ruta 23 ao entrar na Argentina (Lembrando vindo de San Pedro de Atacama) existe posto de combustível, se o Google não me mente!

Se vc tiver alguma coisa de rota que foi planejada e tiver como publicar fico grato.

Desde já… Parabéns pelo Blog

Muito Obrigado

“Longe é um lugar que não existe quando estamos numa motocicleta”

Josef, é exatamente isso: na ida, fomos pelo Paso de Sico (que é a Ruta 23 do lado chileno e a RN51 do lado argentino) e realmente o Google Maps não consegue mapear de uma para a outra. Se tens um GPS compatível com mapas Garmin, posso te enviar a rota exata que utilizei.

Vindo de San Pedro de Atacama, o asfalto vai até Socaire e dali para frente (cruzando o Paso de Sico e passando por San Antonio de Los Cobres, já na Argentina), até perto de Salta (ARG), é só chão batido por mais de 200 km – exceto por um pequeno trecho entre Los Cobres e Salta onde a estrada encontra o trilho do Tren a las nubes. Em que cidade exatamente viste um posto de gasolina entre San Pedro e o Paso de Sico? Em Toconao? Pelo que me lembro, Socaire não possui… E há um único posto em Los Cobres e é impossível saber quando tem gasolina lá.

Grande abraço e boa viagem: seguramente será inesquecível.

Olá Pirex

Se puderes explicar melhor:

No segundo dia da viagem, amanheci com uma única preocupação: chegar à ponte General Belgrano, que separa Corrientes de Resistencia, sem colocar as rodas na faixa central da Avenida Independência (apesar de não existirem placas sinalizando, é proibido o trânsito de motocicletas ali e a polícia local está sempre de olho).

Estamos montando uma viagem ao Chile e este será nosso caminho.
Roberto C. – HOL

Roberto, antes da viagem eu li em relatos de outros motociclistas que a polícia havia parado vários deles enquanto atravessavam a cidade de Corrientes pela sua avenida principal (e que possui a ponte como sua continuação). A explicação da polícia era sempre a mesma: não é permitido o trânsito de motos nas pistas centrais, somente nas ruas laterais. Não há placas indicando essa proibição, então esse é um daqueles impasses relativamente comuns em viagens pela Argentina; sabendo disso, já na rótula de chegada à avenida, seguimos pela rua lateral e não tivemos problemas.

Abraço e boa viagem!

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