Caminhos do Mercosul: Brasil, Argentina e Uruguai – 1º dia


Repetindo o que fizemos em janeiro do ano passado, resolvemos novamente motocar pelo Uruguai este ano, mas desta vez entrando na Argentina por Paso de los Libres e dela saindo por Buenos Aires para chegar a Colonia del Sacramento e dali em diante seguir por Montevideo, Punta del Este e voltar à terra brasilis por Chuy. A motocada, sem contratempo algum, durou 6 ótimos dias e passo a relatá-los agora.

Rota: Porto Alegre / São Gabriel / Alegrete / Uruguaiana

Distância percorrida: 633 km

Véspera de viagem é sempre sinônimo de noite insone e intermináveis revisões mentais na lista de itens que devem ser levados. Carregador do celular? Ok. Barbeador? Ok. Adaptador USB? Ok. Na maioria das vezes as coisas acabam se revelando inúteis (não recarreguei o celular, não fiz a barba e não usei o adaptador USB, para citar alguns exemplos), mas é melhor prevenir do que remediar. Como a manhã inevitavelmente chega, cessam as revisões e finalmente carrego a moto, tarefa há muitos dias aguardada: chegou a hora de partir – com um pouco de atraso, verdade seja dita, o que é um tormento para um chato com horários como eu – e, como diz o filósofo da turma, “dá até uma tristeza, pois a motocada começou a acabar”.

No encontro com os demais integrantes do bonde na saída de Porto Alegre (RS), a festa de sempre e um café preto bem forte para animar; o tempo dava sinais que a capa de chuva ficaria guardada nos alforges, mas em todo caso a deixei por cima das roupas, já que a previsão do tempo apontava chuva – que felizmente não se confirmou – na metade leste do Rio Grande do Sul.

Desde a saída até o destino do dia, Uruguaiana (RS), rodamos mais de 600 quilômetros sobre a BR-290, estrada pedagiada (motos só pagam em uma das praças de pedágio) e em boas condições – exceto por um pequeno trecho na região de São Gabriel onde a rodovia está fresada e em outros dois na mesma área onde as obras de recapeamento obrigam os condutores a se alternarem no uso da única pista transitável. No fim das contas, acabamos saindo de Porto Alegre às 9h e chegando às 18h em Uruguaiana com várias paradas para abastecimento, almoço, água, café ou simplesmente esticar as pernas.

Como era de se esperar, a chegada ao hotel depois de 9h de estrada foi comemorada com uma cerveja gelada e um banho de piscina para recuperar os músculos cansados. Ainda havia um problema a resolver – a Carta Verde, seguro obrigatório para veículos estrangeiros que ingressem nos países do Mercosul -, mas adiamos o compromisso para a manhã seguinte: encerramos o primeiro dia com uma caminhada pela Avenida Presidente Vargas (onde jaziam os carros utilizados no desfile de carnaval) em direção à uma pizzaria, onde jantamos, rimos muito e projetamos o dia seguinte, quando passaríamos por vários postos da famosa Policia Caminera argentina.

7 Comentários

Show de bola, tchê loco!
Vamos marcar umas duas ou doze geladas pra comemorar o retorno tranquilo dos amigos e ouvir mais histórias da viagem lá na Confraria.
Aguardo convite.
Moto abraço e, apesar de ser só a primeira parte descrita da viagem, já parabenizo a todos pelo belo passeio pelo Rio Grande, AR e UY.

Puxa, que legal.

Mas não vi Harley nas fotos.

Era só Honda o bonde?

EL GDM

Este primeiro trecho da viagem foi mesmo cansativo. Sorte que uma piscina de água fria nos esperava para amenizar o calor e o cansaço da viagem.

E para terminar o dia, muita cerveja gelada e um rodízio de pizza nota 10.

E quanto à preença de Harley, nós é que temos que perguntar: por que não tinha Harley no bonde? Hein?

Landão,

Você não pode responder minha pergunta com outra.

“Era só Honda o bonde?”

EL CO

Estes 4 me lembram do filme motoqueiros selvagens…

Só faltou as Harleys

Tara,

“Só faltaram as Harleys”.

EL GDM, corretor fdp online

Alessandro:
Provavelmente na próxima quinta estaremos na Confraria. Te aviso se a QG se confirmar e onde será.

GDM:
Coincidentemente (ou não) o bonde era formado só por Hondas – e 3 eram Shadows (duas 600 e uma 750). Coincidência pura.

Landão:
Para as próximas viagens, além de garagem, piscina no hotel será mandatório – nem que seja um açude nos fundos. Vale a pena.

Tara:
Em um dos postos de combustível que abastecemos (em Entre Rios, se não estou errado) um cabra disse a mesma coisa para o Avélinho.

Abraços!

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