Caminhos do Mercosul: Brasil, Argentina e Uruguai – 3º dia


Rota: Santa Fe / Rosario / Buenos Aires / Colonia del Sacramento

Distância percorrida: 453 km

Acordei tentando compreender a confusão que eu mesmo tinha criado no meu celular ao entrar na Argentina: deduzi, já que todos no hotel dormiam, que não devia ter dito Ok quando o telefone perguntou se deveria ajustar o horário de verão automaticamente; mais tarde, com o meu portunhol afiadíssimo, descobri que realmente eu estava 1 hora adiantado e me restou assistir um pouco de TV – en español! – até que os demais saíssem da cama, o que não demorou muito.

Repetindo o procedimento de todos os dias, tomamos café, juntamos as tralhas, carregamos as motos e saímos em busca de um posto de gasolina; seguindo a dica de um guarda, paramos em um Shell a poucas quadras do hotel que não possuía gasolina Super e a decisão dos demais foi pegar a AU1 em direção a Rosario e parar no primeiro posto que aparecesse. Depois de rodar por alguns quilômetros, descobrimos que o próximo posto de combustível ficava a 45 km dali, o que nos obrigou a sair da autopista e procurar onde abastecer nas estradas secundárias – e quando achamos, castigo supremo, havia um pedágio entre nós e o posto. Por sorte, o encarregado do pedágio entendeu a situação e cobrou apenas uma vez.

Resolvido o problema do combustível, voltamos à AU1 e aceleramos em direção à bela Rosario, cidade onde fomos fotografados para uma matéria de jornal e acabamos ficando mais do que havíamos previsto por conta da beleza do Monumento à Bandeira, edificação às margens do Rio Parana. Na saída de Rosario, uma manifestação bloqueou a estrada e precisamos fazer um desvio por dentro da periferia da cidade: só por ter apontado a saída correta para a Ruta 9, o GPS ganhou 3 novos fãs instantaneamente.

Com passagens compradas para o Buquebus das 18h30min para Colonia del Sacramento, colocamos as motos na AU9 em direção a Buenos Aires preocupados em chegar a tempo para algumas fotos da capital Argentina além dos trâmites legais necessários. Por conta do trânsito intenso da região metropolitana da Capital Federal e dos trechos da pista em manutenção, chegamos depois das 17h no terminal do Buquebus e as fotos da cidade ficaram para a próxima viagem, já que mal tivemos tempo de fazer o check-in e a papelada de saída da Argentina e entrada no Uruguai (justiça seja feita: tudo isso é realizado no mesmo lugar, de forma fácil e rápida).

Cerca de 1 hora após o embarque já estávamos em solo Uruguaio: como os trâmites de entrada já haviam sido feitos em Buenos Aires, descemos do Buquebus e seguimos para o hotel, distante 7 quilômetros do centro da histórica Colonia del Sacramento, onde novamente nos recuperamos na piscina para em seguida voltarmos ao centro da cidade e derrubarmos uma parrillada – a melhor de toda a viagem. Barrigas cheias, caminhamos pela cidade (à meia-noite!) para ajudar na digestão e mais tarde voltamos ao hotel para o descanso diário.

3 Comentários

Que estranho este tal “Oceano Atlantico” 😉

E eu não entendi por que a moto mais potente era ponteira, quando deveria ser o ferrolha.

Ao menos, dentro do buquebus pareceu isso.

EL GDM

Susana:
Parece que o pessoal lá agarra o peixe à unha 😀

GDM:
Esse povo do Buquebus não entende nada de bondes.

Abraços!

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