Canha, cachaça, pinga ou branquinha, é tudo marvada


Rota: Porto Alegre / Estância Velha / Ivoti / Nova Petrópolis / Feliz / Montenegro / Canoas / Porto Alegre

Distância percorrida: 330 km

Produzidas através dos processos de fermentação e destilação, as aguardentes são bebidas fortemente alcoólicas e, entre elas, a cachaça – tipo de aguardente produzido a partir da cana-de-açúcar e e com raízes profundas na cultura brasileira – certamente é a mais popular. A cachaza brasileira possui uma regulamentação que a define (Instrução Normativa nº 13, de 29 de junho de 2005) e um profissional especializado em tudo o que lhe diz respeito (o cachacier, versão do termo sommelier).

Foi para aprender mais sobre o assunto que saímos ontem no começo da tarde rumo à cachaçaria Weber Haus, em Ivoti (RS): pretendíamos rodar até lá por estradas vicinais, mas um grave acidente interrompeu a VRS-815 e acabamos desviando pela BR-116.

Weber Haus

Instalada na localidade de Picada 48 Alta, a Casa dos Weber produz, desde 1948, sua famosa cachaça de alambique: hoje em dia há um  monitoramento completo, desde o plantio até o produto final, assegurando um resultado premiado e consumido, entre outros, por mercados exigentes como o alemão, o italiano e o norteamericano.

Com o único objetivo de escrever relato fidedigno, me submeti à dura tarefa de degustar os produtos dos Weber e atesto que a decisão de escolher a melhor cachaça (branca, amarela, com limão, com abacaxi, etc etc), além de difícil, certamente está ligada apenas às minhas preferências; partindo desse pressuposto, recomendo que os nobres leitores visitem a cachaçaria e tirem suas próprias conclusões, mas informo que voltou na garupa da moto uma garrafa da multipremida Weber Haus Prata que degusto enquanto escrevo essas mal traçadas linhas.

Hora de voltar

Eu li em algum lugar que percorrer caminhos diferentes na ida e na volta ajuda a manter os neurônios saudáveis – e levo isso muito a sério (alguém dirá que é apenas uma desculpa para rodar mais de moto, mas estou apenas cuidando da minha saúde): ao sairmos de Ivoti, continuamos subindo a serra até pouco depois de Nova Petrópolis – com uma parada na Tenda do Umbú para um café com pastel – e descemos por Feliz. Nada mal para uma motocadinha de sábado à tarde.

Mais informações:

(N. do E.: nas estradas por onde rodamos – BR-116, RS-235, RS-452, RS-122, RS-240 e BR-386 -,  o único segmento que exige cuidados adicionais na pilotagem é o da BR-116 na região de Picada Café, onde há saibro na pista por conta das obras de recapeamento.)

14 Comentários

Isso é o que chamo de evolução da espécie! Cada dia temas mais relevantes e mais fundamentais para os destinos do povo brasileiro (em especial para o povo leitor desse notável espaço moto-silosófico-fofoqueiro-intelectual).

Mas por favor, paisano: quando fores fazer uma investigação sobre cervejarias, me convide!

Baita abraço.

Estás certíssimo, KD: a cachaça está diretamente ligada aos destinos de qualquer povo (esse é um bom assunto para ser discutido ao redor de uma mesa de bar). Negociações com cervejarias em andamento. Aguarde.

Abraço!

Impressão minha ou o Pirex está quase nas big trails !?!?!?

Vai que uma é tua Pirex….

Tive um amigo chamado Weber. Coincidentemente, o camarada gostava de uma cachaça… Uma garrafinha de 1 litro de Marisqueira ele tomada entre POA e Tramandaí!

Big trail é tudo de bom! Mas eu não gosto de trocar, prefiro acrescentar… A Big Four é tudo de bom, né Tio Piréx 🙂

VQV,
Bender.

Tara:
Pois às vezes eu meto a CB nas estradas de chão e me pego pensando se não era melhor ter uma trail. Antes de qualquer coisa, vou aguardar e ver quem vem no lugar da DL1000.

Bender:
A four é pau para toda obra – e dessa vez sobrou até para a limpíssima NH6 do Roger (acho que ele nunca mais sai para motocar se eu escolher a rota).

Abraços!

Grande Pirex 🙂 Que nada parceiro, o passeio foi nota mil ! A estradinha de terra estava até divertida 🙂

Além disso, não é para qualquer um ter uma tarde de motocada como essa com direito a uma aula sobre cachaça.Além claro, das belas paisagens que encontramos.

Estou esperando o próximo convite…

Abraço

Então está combinado, Roger: seguindo a sugestão do KD, em breve faremos uma visita à uma cervejaria – mas o objetivo principal é motocar, claro 😀

Grande abraço!

Cara, show de bola o teu blog. Visito diariamente na expectativa de uma matéria nova. Umas das coisas mais bacana que acho, é que tu mostra lugares que fogem dos roteiros mais conhecidos. E, como tem lugar bonito. E nem precisa ir muito longe. Ando meio parado com minhas viagens, mas também me meto em alguns lugares, pouco conhecidos.
Abração

Mauro:

Um dos principais objetivos do blog é justamente compartilhar informações sobre estradas, viagens, lugares a conhecer – e estás coberto de razão sobre os belos lugares ao nosso redor. Obrigado pela audiência e pelo comentário: é a partir desse tipo de retorno que guio os rumos dos artigos.

Abraço!

Putz esta eu fiquei com inveja, pois não li os topicos e acabei fazendo uma motocada até a Tenda sabado a tarde. Mas com certeza se os parceiros permitirem não vai faltar oportunidade. Muito interessante esta volta que vcs fizeram
Abraços.
Roberto

Uma pena mesmo, Tche – mas não faltarão oportunidades.

Forte abraço!

É Pírex, pensava assim quando tinhas esportiva, e até coloquei ela numa ruins também…

A DL veio por sorte na troca pois nem sabioa que esta moto existia…

Mas ela veio pra ficar mesmo, sempre que tu estiver numa estrada e triver ao lado um chão batido desconhecido, tu podes contar com ela pra seguir naquela trilha….

Claro que não vais querer rodar num pântano…pois dai eu acho que judia muito da moto e será necessário mais revisões da moça…mas que dá dá…

Fui…

amanhã vou ver o esboço da fabricação do protetor de cárter e um tanque extra heheheeh

É uma coisa a se pensar com calma, Tara: a CB me atende em quase todos os casos, mas eventualmente fico analisando as outras possibilidades. Veremos.

Abraço!

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