Carnaval no chão batido


Rota: Porto Alegre / Santa Maria do Herva l/ Boa Vista do Herval / Gramado / Taquara / Porto Alegre

Distância percorrida: 230 km [tracklog]

Já virou uma tradição: nos dias de folga do carnaval, aproveito para percorrer estradas de chão batido (aconteceu em 2011 com a Tornado, a grande culpada pela minha volta ao off-road, e em 2012 com a F 800 GS)  que ainda não conheço. Este ano resolvi passar pela estrada que liga Santa Maria do Herval a Gramado, trecho que estava há horas na minha lista de pendências.

Como fiquei na capital de todos os gaúchos neste feriado, foi preciso rodar 60 quilômetros até Morro Reuter para só então sair da BR-116 e encontrar o esperado chão batido na Estrada do Walachai. Dali em diante foram pouco mais de 30 km, até o acesso da RS-235, de subidas e descidas com a instável mistura de barro e pedras servindo de piso – o que não seria um problema com pneus adequados (como ainda utilizo os originais na GS, a cada curva era preciso quase parar a moto para evitar um escorregão: novos, os Pirelli Scorpion Trail – que de trail não têm quase nada – já não eram muito chegados ao off-road; agora, quase batendo no indicador de troca, demandam paciência e mão leve no acelerador).

O caminho de volta foi o habitual, Gramado/Taquara/Novo Hamburgo, mas ainda rendeu algumas imagens interessantes e a diversão de sempre nas curvas da RS-115.

19 Comentários

Muito bom,

ainda estou em dúvida com relação as minhas pernas curtas e uma motimmmm para o fora de estrada…

Parabéns,

Ovelha

Preciso de uma big trail. Logo !

Não entendo essa ideia de andar off-road: é a oportunidade de levar um tempo? Ou a destreza de mostrar que não cai, não leva paulada no chão, não se rala ou coisa assim? É o sabor de aventura?

Se quiser, a turma faz um corredor polonês que acho que a emoção pode ser a mesma, mas não gasta dinheiro remendando moto.

GDM
Harley Owner

E além do mais, não tem acostamento nessas trilhas de terra. Como se faz para descansar no meio do tráfego? Hein? Hein?

Ovelha:
Solução para perna curta é tamanco, bota de salto alto, por aí. Problema nenhum. O negócio é sujar as canelas de barro.

Cesar:
Não foi exatamente um show de gastronomia, mas coloquei na mochila duas ou três barrinhas de cereal e uma garrafa d’água para o lanche no meio do mato. Levando em consideração o contexto todo, foi uma refeição e tanto.

GDM:
A destreza é necessária em qualquer lugar, não só no off-road. Tenho um amigo (que assina “Harley Owner”) que pode te contar essa história (asfalto, Harley, chão, etc). De mais a mais, sei que até hoje aquela Varadero mora no teu coração e mais cedo ou mais tarde ela ou uma assemelhada volta para a tua garagem. Fico no aguardo.

Abraços!

andar de moto é sempre bom, não importando muito onde! mas o off-road sem dúvida tem habitado meus desejos, já que recentemente entrei para o mundo das big-trail’s.
como sempre pirex, ótimo post, abçs

Belo passeio, a F800GS é sonho de consumo.
Li numa revista que um cara foi até o Rio Grande pela praia, não sei bem o caminho, mas saindo da BR101 e pegando a beira mar, passa pela solidão….vai até Rio Grande.
Foi sozinho, os companheiros foram pela BR101. Pela reportagem, deu pra sentir a emoção, em certos trechos chegou a pegar 180km/h, o maior medo era da maré alta, podia ficar isolado….
Já pensou em fazer este trajeto????

Na revista duas rodas deste mês saiu uma reportagem falando dos preços das motos dos sonhos…usadas…mais acessíveis.
Pode-se comprar uma F800GS por 30.000,00 ano 2009 em bom estado.
A F650GS sai nova por 29.000,00, só que é um cilindro.
Pra quem não tem todo este caixa…qual moto tu recomendaria????

Beleza de motocada, Pirex. A estradinha parecia estar naquele nível perigoso: lisinha, brilhante e escorregadia como sabão. Parabéns também pela trilha sonora do vídeo: nada como um pouco de rock and roll para desintoxicar desses quatro dias de samba, axé, pagode e marchinhas em tudo que é lugar.

Mas o melhor foi um link que apareceu no final do vídeo, no próprio blog:

Fechou com chave de ouro, hehehe.

Rudy:
Depois de algumas streets e customs, voltei ao off-road (voltei por que comecei com elas no mundo das motos) e posso confirmar que tua vontade tem razão de ser: manda bala por que vale muito a pena. Diversão garantida. No começo é preciso ter um pouco de paciência, mas com o tempo a coisa toda vai ficando natural.

Marcus:
Esse trajeto pela beira do mar está nos meus planos há bastante tempo, mas exige um certo planejamento (principalmente no que diz respeito às marés e ao consumo de gasolina) e ainda não deu certo. Rodamos duas vezes naquela região (Farol da Solidão e Mostardas (RS): Estrada da Praia Nova) e serviu como aprendizado: fora a maré e a gasolina, ainda tem um conchário para passar e talvez existam outras surpresas – mas aí é que está a graça da coisa.

É difícil opinar sobre essa ou aquela moto sem saber exatamente qual é teu perfil e que uso farás dela; eu estou muito satisfeito com a F 800 GS principalmente por que ela me serve no dia-a-dia e também em viagens. O bicilíndrico se comporta muito bem nas duas situações, não bebe muito e a vibração transmitida para o piloto é pouca. A G 650 GS é monocilíndrica, mas ainda deves encontrar à venda em bom estado a F 650 GS (bicilíndrica). O melhor mesmo é que experimentes, pois ambas são ótimas motocicletas. Boa sorte na escolha.

Diabolin:
Esse YouTube sabe o que faz…

Abraços!

Excelente Piréx! Estou vendo que está colocando a moto no habitat natural dela! É isso ai!

Daniel, sempre que a patroa deixa, levo a moto para o ambiente dela. Não é sempre que ganho, mas alvará dado é alvará gasto. Na hora.

Grande abraço!

Sensacional, e ótima trilha sonora. kkkk

Concordo, Pardal: rock é sempre a melhor trilha para motocar.

Abraço!

GDM:
É o sabor da aventura, oportunidade de sair das cidades e ver uma paisagem diferente. Porque nem todo mundo acha que moto é pra ficar só na garagem alisando ou pra sair com a galera “do corredor polonês”, um masturbando o outro com elogios as suas ‘belas harleys’. Não tem espaço pra florzinha no off road, nem pra velharia que precisa parar de meia em meia hora pra esticar a coluna, se precisar parar pra tirar a água do joelho emburaca a moto no mato ou larga na estrada mesmo.

Proprietário de f 800 gs.

Will, eu acho que o GDM quer ter uma bigtrail.

Grande abraço!

Will,

Se você quer ir pro mato, compra um cavalo ou um bugio, não uma moto.

Eu logo vi que você tinha algum rancor com o pessoal das Harleys, pois tem uma 800.

E nossas motos tem APENAS o dobro da cilindrada, hahaha.

EL GDM

Pirex
Parabéns pelo blog.
Apesar de nunca ter publicado comentário, acompanho o blog desde qdo você estava escolhendo entre a BMW e outras motos e as matérias me ajudaram bastante na escolha da F800GS que acabei de adquirir.
Gostaria de saber se o protetor de motor givi q você colocou é suficiente ou aquele que se estende até a carenagem é melhor. É que acho esse menor mais simpático discreto.
Também penso em colocar um pára-lama interno para proteger a suspensão. Você já conhece ou faz uso dele? http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-544443277-para-lama-interno-traseiro-em-fibra-f-800-gs-bmw-_JM
Sobre a lubrificação da correia, você chegou a avaliar um dispositivo de lubrificação automática?
http://lubjet.com.br/Exemplos.htm
Obrigado

Jorge:

Escolhi este modelo da Givi justamente por ser mais discreto; apesar de menor, já precisei usá-lo duas vezes e a proteção foi bastante efetiva (ele, o peso do guidão e a pedaleira traseira fazem um tripé que protege até o escape). Talvez o outro, maior, proteja mais em algumas situações específicas – proteger em qualquer caso nenhum vai -, mas até agora estou satisfeito.

Eu não uso um para-lama interno, mas me parece interessante para quem faz off-road com frequência. Imagino que o amortecedor de uma moto como a GS esteja preparado para aguentar os detritos que a roda atira, mas proteção nunca é demais.

Por fim, nunca experimentei esses lubrificadores automáticos principalmente por que, dependendo do caso (off-road, asfalto, chuva, etc), eu coloco na corrente um lubrificante diferente ou em menor quantidade (o que este elétrico parece resolver). Outro ponto a observar é até onde a lubrificação alcança: geralmente uso uma escova de dentes para espalhar o óleo, inclusive na lateral da corrente.

Abraço!

Deixe um comentário

    REDES:  

  • rss
  • youtube
  •  
  • PESQUISAR NOS ARQUIVOS: