Pneu furado: como remover a roda dianteira da Triumph Tiger Explorer?


Rodando de volta para casa ao final de uma sexta-feira de trabalho, fui surpreendido por uma chuva torrencial – e até aí nada de mais: chegar molhado para trabalhar é complicado, mas na volta não tem problema nenhum. Na verdade, as ruas alagadas da zona sul de Porto Alegre (RS) não seriam um problema SE a chuva não tivesse carregado um parafuso que eu prontamente catei com a roda dianteira e só fui me dar conta no domingo.

Parafuso

Com a moto na garagem e o pneu murcho, o jeito foi tirar a roda para levá-la para o conserto; não é um procedimento dos mais complicados, mas seguramente é útil saber como fazer, principalmente para quem viaja e eventualmente precisa reparar o pneu em um local com poucos recursos e profissionais sem experiência com rodas de moto. Sendo assim, compartilho aqui os 5 passos que executei para tirar a roda dianteira da Explorer:

1. Coloque a moto no cavalete central e levante a roda dianteira: há várias formas de fazer isso com segurança – e muitas outras de não fazer, como levantar com o macaco do carro apoiado no cárter da moto -, mas no meu caso, na garagem de casa, tive que improvisar (o que não recomendo): passei uma corda pelos apoios do garupa e por baixo de uma caixa pesada, o que fez um contrapeso suficiente para tirar a roda dianteira do chão. Dependendo do nível de aperto do eixo, talvez seja necessário afrouxá-lo um pouco antes de levantar a roda: depois disso, a única forma de ter um pouco de firmeza é travar a coluna da direção.

2. Remova (pelo menos) a pinça direita: são apenas dois parafusos allen (8 mm) que prendem cada pinça e a esquerda é onde está o sensor do ABS. Removendo as duas pinças a roda sai com mais facilidade, mas aí são duas que precisam ser protegidas (veja o item 3) durante o resto do trabalho. Seja como for, removendo a direita ou ambas, remova também o sensor do ABS (veja o item 4) para evitar que ele seja danificado na retirada ou colocação da roda pelo disco ou pelo aro.

Pinça direita

3. Proteja as pinças e a carenagem: para evitar que as mangueiras ficassem sustentando todo o peso da pinça durante o tempo que levei para consertar o pneu, usei um par de extensores e pendurei a pinça na manopla; como ela ficou na altura da carenagem, coloquei um pedaço de pano para evitar riscos na pintura. Velho lembrete de sempre: nada de tocar no manete do freio para evitar que as pastilhas saiam do lugar. Apenas com o tira-e-bota da roda já é possível que elas se movimentem e pode ser necessário separá-las com uma chave de fenda para que os discos voltem aos seus lugares com facilidade (se uma delas cair, é só encaixá-la novamente na pinça).

Pinça direita pendurada

4. Remova o sensor do ABS do suporte da pinça: retirando um parafuso torx (T30) que fica ao lado da pinça esquerda, o sensor fica preso ao seu fio; como ele não pesa quase nada (e custa muito caro), basta mantê-lo fora do caminho. Na posição em que ele é instalado, a distância do sensor para o disco interno é muito pequena e remover ou colocar a roda sem esbarrar nele é praticamente impossível. Além disso, quando soltá-lo, preste atenção na ordem das coisas (parafuso, sensor, arruela, etc) para recolocá-lo no lugar exatamente da mesma forma: mudar a arruela de lugar, por exemplo, pode aproximar demais o sensor do disco e até danificar um dos dois (ou os dois).

ABS dianteiro

5. Afrouxe os dois parafusos (allen 6 mm) que prendem o eixo e depois o próprio (allen 17 mm): não há necessidade de removê-los, só afrouxá-los para permitir que o próprio eixo seja removido. Antes de retirar completamente o eixo vale a pena olhar a posição dos espaçadores: o da direita possui duas ranhuras e é maior que o da esquerda; como o encaixe deixa uma marca no espaçador, fica fácil de recolocá-los na mesma posição em que estavam. Sentar no chão ao lado da roda e colocar os dois pés sob o pneu pode ajudar a aliviar o peso no eixo, tornando mais fácil o processo de retirá-lo e colocá-lo novamente.

Eixo dianteiro

Roda fora do lugar, é hora de levar o pneu para o conserto e na volta executar os passos no sentido inverso para recolocá-la no lugar (um pouco de graxa no eixo pode ajudar na hora de encaixá-lo). Além de ser um exercício útil para ajudar nos perrengues de beira de estrada, dar manutenção na moto é uma terapia que não tem preço.

(N. do E.: apesar da remoção da roda dianteira consistir em um procedimento simples, não esqueça de revisar detalhadamente cada item após a montagem, uma vez que estamos mexendo, ao mesmo tempo, nos controles de direção e parada. É um conhecimento de extrema utilidade mas que exige responsabilidade: após esse tipo de manutenção, tenha sido executada por você ou outra pessoa, teste os freios e o guidão ANTES de colocar a moto em movimento.)

Serra do Corvo Branco e Serra do Rio do Rastro


Rota: Porto Alegre (RS) / Torres (RS) / Tubarão (SC) / Braço do Norte (SC) / Grão Pará (SC) / Urubici (SC) / Bom Jardim da Serra (SC) / Lauro Müller (SC) / Criciúma (SC) / Araranguá (SC) / Torres (RS) / Porto Alegre (RS)

Distância percorrida: 870 km

A Serra do Rio do Rastro sempre foi um destino interessante para a maioria dos motociclistas, mesmo os que já passaram por ela (que é o meu caso, sempre acabo voltando lá); muito próximo dela está a Serra do Corvo Branco – que ganhou esse nome por conta do Urubu-Rei, chamado erroneamente de corvo -, por onde passa a SC-370, estrada que liga os municípios de Grão Pará e Urubici e onde, por uma dessas coisas sem explicação, eu nunca havia passado. Para finalmente conhecer a Serra do Corvo Branco, fiz uma rota subindo por ela, de Grão Pará a Urubici, e descendo pela Serra do Rio do Rastro.

Até Grão Pará a estrada é pavimentada, então não há o que comentar: dali em diante começam os trechos de chão batido, com algumas sobras de asfaltamentos passados, mas nada que possa preocupar. No pé da serra, entretanto, o panorama começa a mudar com subidas íngremes, curvas fechadas, pedras soltas e um trânsito acima do que eu esperava, inclusive de caminhões: na maior parte da estrada os carros não passam lado a lado, em algumas nem a moto e um carro (buzine ao entrar nas curvas), então o jeito é parar e procurar um canto seguro. Isso não seria um problema se o piso fosse mais estável, então é preciso pensar bem cada movimento principalmente se o visitante estiver com uma moto grande, o que não recomendo pela facilidade com que se pode cair ou fritar a embreagem recomeçando a subida após um encontro com um veículo.

As paisagens, por outro lado, valem a pena. Para onde quer que se olhe, há escarpas, pequenas cascatas, floresta nativa, uma festa verde. Após poucos quilômetros de subida está a pedra cortada, parte inicial da serra para quem vem no sentido contrário (de Urubici a Grão Pará), que é justamente o caminho que recomendo para quem quiser conhecer o Corvo Branco com tranquilidade.

Escalada a Serra do Corvo Branco restava descer a Serra do Rio do Rastro, um dos destinos obrigatórios para motociclistas que possui paisagens de tirar o fôlego. Em questão de minutos, entre Urubici e Bom Jardim da Serra, a temperatura caiu 10 graus e uma forte neblina tomou conta da estrada e fazendo com que fosse necessário rodar devagar por conta da visibilidade de poucos metros. Na chegada ao mirante do Rio do Rastro, o previsível aconteceu e a serra estava completamente escondida, o que torna a descida mais delicada por conta da névoa branca que toma conta de tudo e impede até mesmo que se enxergue o cânion e os veículos mais à frente, além de um fluxo constante de água em várias partes da SC-390.

No pé da serra a chuva me alcançou e foi comigo até Porto Alegre, mas intercalada com períodos de sol não foi suficiente para me obrigar a colocar a capa de chuva. No final das contas, depois de rodar por essas duas serras no mesmo dia, a chuva só lavou por fora para acompanhar a alma lavada.

 

Atacama, uma maravilha da natureza


Logo após a travessia da Cordilheira dos Andes no ano passado, nos perguntávamos qual seria a próxima viagem e se ela desbancaria o que vimos por aquelas bandas. Alguns meses depois, começamos a rascunhar uma nova passagem pela cordilheira (entrando no Chile pelo Paso de Sico e saindo pelo Paso de Jama) para chegar à região de San Pedro de Atacama.

Nos começo deste mês, colocamos o plano em prática: são estes 12 dias de muitas parrillas, cervejas variadas, salares, espetinhos de lhama, teorias para salvar o mundo, balas de coca e até um radiador furado que passo a relatar agora.

Lhamas no trilho

Véspera de viagem é um período tradicionalmente tenso: peguei as ferramentas certas? E as roupas? Remédios? Câmeras? E os carregadores de cada coisa? Quando o primeiro de maio chegou, acabou a tensão e cedo da manhã nos mandamos para a estrada – que, verdade seja dita,  não nos reservou muitas surpresas até São Borja (RS). Cruzada a Ponte Internacional da Integração, estávamos em solo argentino e bastaram poucos minutos para preencher a papelada necessária que oficializa a entrada naquele país; mais alguns quilômetros e já estávamos em Santo Tomé, primeira parada da viagem (para quem gosta de jogos, Santo Tomé tem um cassino com a parafernália tradicional – roleta, cartas, caça-níqueis, etc – junto ao hotel).

Radiador furadoNo segundo dia da viagem, amanheci com uma única preocupação: chegar à ponte General Belgrano, que separa Corrientes de Resistencia, sem colocar as rodas na faixa central da Avenida Independência (apesar de não existirem placas sinalizando, é proibido o trânsito de motocicletas ali e a polícia local está sempre de olho). Em Ituzaingó, entretanto, veio a surpresa desagradável: uma das V-Strom foi sorteada e ganhou uma pedrada no radiador, fazendo um furo por onde escorria rapidamente o líquido de arrefecimento.

E agora, o que fazer?

Depois de uma reunião rápida e uma consulta aos funcionários do pedágio, decidimos entrar na próxima cidade,  mas lá um mecânico de motos nos aconselhou a rodar até Corrientes, capital da província, onde teríamos mais chance de resolver o problema. Vazando estrada a fora, tocamos até a Avenida Independência, onde encontramos o comércio quase todo fechado. O motivo? A hora da siesta vai das 12h às 17h, então a solução foi tomar um sorvete para aplacar o calor e esperar. Pouco depois do meio da tarde, começamos uma peregrinação pelos lugares que poderíamos conseguir ajuda (concessionários Suzuki e Honda, loja de radiadores, etc) e, finalmente, conseguimos a dica que salvou o dia: uma oficina mecânica. Lá, desmontamos a carenagem da DL-650 e em pouco tempo o Sr. Carlos Cuffia soldou o furo no radiador e salvou o dia.

Aí está a equipe depois do serviço pronto:

Equipe da oficina

Resolvido o problema, voltamos à estrada para ver se conseguíamos chegar a Presidencia Roque Sáenz Peña, uma vez que Pampa del Infierno, nosso destino original, parecia longe demais depois de toda a função com o radiador (já passavam das 18h quando saímos de Corrientes). Já noite fechada, chegamos ao hotel e às merecidas Quilmes com lomo a lo pobre.

Pé no Chaco

Cruzar a reta interminável que atravessa o Chaco argentino era o objetivo do dia seguinte, e assim o fizemos. Sem muitas surpresas ou lugares cinematográficos, chegamos a Salta no final do dia; lá, a melhor parrilla da viagem nos esperava no La Candelaria, de onde voltamos rolando para o hotel. O sono foi pesado: o Paso de Sico, previsto para o dia seguinte, nos esperava.

Cedo da manhã, a caminho de San Antonio de los Cobres, abastecemos as motos (e os galões) e encontramos a primeira e única chuva – rala, diga-se de passagem – da viagem, que logo nos abandonou. Sem ela, desnudaram-se as belas paisagens da região e, prêmio final, acabamos encontrando com o Tren a las nubes no caminho. Chegamos ao meio-dia em San Antonio de los Cobres, completamos o tanque das motos e apontamos as motos para a Aduana Argentina, onde executamos os trâmites necessários e, em seguida, tocamos para a Aduana Chilena, que sem demora nos liberou para completar o Paso de Sico.

Sempre que volto de uma viagem que envolve a Argentina, uma pergunta é recorrente: e a Policia Camiñera? Pois dessa vez passamos por várias barreiras e postos sem um problema sequer. Nem uma única vez ao longo de quase 5.000 quilômetros nos solicitaram una contribución para la ruta ou algo parecido. Eu faço votos que esse comportamento discutível seja uma coisa do passado e que os motociclistas e viajantes em geral possam aproveitar suas férias sem preocupações. Nada mais justo, uma vez que, durante as viagens, injetamos nossos reais suados na economia argentina através de hotéis, postos de gasolina e restaurantes.

Chegamos ao destino do dia, dessa vez San Pedro de Atacama, com noite alta – mas ainda havia uma surpresa: como a pousada ficava do outro lado de um riacho, foi preciso atravessá-lo para que pudéssemos descansar as carcaças cansadas. Dominado o riacho – que foi atravessado muitas vezes enquanto estivemos em San Pedro de Atacama, com alguns escorregões mas sem nenhum dano -, começamos a explorar a cidade, suas ruelas, bares, restaurantes, lojas e até uma carniceria, onde compramos carne e carvão para um churrasco sob o céu inigualável do deserto.

Nos três dias em que estivemos lá, visitamos os Geisers del Tatio, o Valle de la Luna, a Laguna Cejar, os Ojos del Salar, a Laguna Tebinquinche, a Laguna Lejía e o Salar de Aguas Calientes (como o tempo foi curto, faltaram outros tantos lugares: essa é a desculpa que usaremos para voltar lá) e em nenhum momento o mal da montanha nos pegou, talvez por conta das balas de coca.

Hora de voltar

Começar a viagem de volta sempre é uma hora triste, mas, neste caso, ainda tínhamos o Paso de Jama para cruzar e sabíamos que ele certamente teria muito a nos apresentar. Logo nos primeiros quilômetros de subida, a mudança nas motos foi nítida e ter paciência foi o melhor remédio; um pouco mais adiante, a temperatura foi caindo rapidamente até bater nos -6°C (às 10h da manhã, com sol alto), onde ficou por muitos quilômetros e nos obrigou a dar uma parada para esperar o sangue voltar às mãos e pés.

Já na Argentina, quando pensamos que as surpresas haviam acabado e agora era só acelerar de volta para casa, a RN-52 apresentou suas curvas, ascendentes e descendentes e com temperatura positiva, para alegria de todos: foram muitos cotovelos sucessivos que testaram a aderência dos pneus e a habilidade (ou a falta dela) dos pilotos. No final do dia, chegamos a San Salvador de Jujuy e encaramos a última parrilla da viagem. Por fim, no dia seguinte, voltamos às retas do norte argentino, cruzamos o chaco, alcançamos a fronteira e voltamos às nossas casas 5.000 km mais experientes.

Rota & distâncias

Origem Caminho Destino Distância
Porto Alegre (BRA) Canoas, Santa Maria, São Borja San Tome (ARG) 600 km
San Tome (ARG) Corrientes Presidencia Roque Sáenz Peña (ARG) 590 km
Presidencia Roque Sáenz Peña (ARG) Pampa del Infierno Salta (ARG) 650 km
Salta (ARG) San Antonio de los Cobres, Paso de Sico, Socaire, Toconao San Pedro de Atacama (CHI) 510 km
San Pedro de Atacama (CHI) Paso de Jama, Susques, Purmamarca San Salvador de Jujuy (ARG) 480 km
San Salvador de Jujuy (ARG) Pampa del Infierno Presidencia Roque Sáenz Peña (ARG) 680 km
Presidencia Roque Sáenz Peña (ARG) Corrientes San Tome (ARG) 590 km
San Tome (ARG) São Borja, Santa Maria, Canoas Porto Alegre (BRA) 600 km

Exceto por um pequeno pedaço da RN-16 com deformações na província de Salta, no norte da Argentina, todos os trechos pavimentados por onde passamos estavam em boas condições; há vários pedágios pelo caminho, tanto no Brasil quanto na Argentina, mas motocicletas são isentas em todos eles e os postos de gasolina existem em quantidade razoável, separados por no máximo 200 km.

Os trechos de chão batido, por outro lado, merecem uma análise mais detalhada:

1. O Paso de Sico, que liga a Argentina ao Chile, possui cerca de 250 km de chão batido e exige tempo, paciência e habilidade para fazer a viagem render: alguns trechos são de saibro, outros com areia solta, muitos com costeletas e noutros tudo ao mesmo tempo. É um caminho belíssimo, mas é preciso estar preparado para encarar a estrada ruim, a ausência quase total de outras pessoas, duas aduanas e o frio, que chega assim que o sol se vai. O último posto de gasolina está localizado em San Antonio de Los Cobres e ele eventualmente fica sem combustível, então abasteça o tanque (e o galão, se for o caso) em Salta.

2. Sendo um dos passeios mais bonitos da região, a ida aos Geisers del Tatio é oferecida por várias empresas, todas no centro de San Pedro de Atacama, a preços razoáveis: é possível subir até o campo geotérmico de moto – são quase 100 km de chão batido -, mas é preciso chegar lá ao redor das 6h para ver o melhor do espetáculo e neste horário a temperatura é muito baixa (quando fomos, -14°C).

3. Valle de la Luna, Ojos del Salar, Laguna Tebinquinche e Laguna Cejar, com a orientação das pessoas da região, podem ser facilmente visitados de moto. Não esqueça de perguntar, além do caminho, quais são os melhores horários para visitar cada um dos pontos turísticos: o pôr-do-sol na Laguna Tebinquinche é imperdível.

4. Apesar de pouco procurados, Laguna Lejía e Salar de Aguas Calientes merecem uma visita demorada tanto por sua beleza quanto pelo caminho entre os vulcões (são cerca de 60 km de chão batido desde a Ruta 23, passando por Talabre: este último, Aguas Calientes, seguramente foi um dos lugares mais bacanas que já conheci). Os amplos espaços de rípio ao largo da estrada convidam à uma brincadeira com as motos.

Números da viagem

  • Distância percorrida (sem contar os passeios): 4.700 km
  • Gasto com gasolina: R$ 600
  • Gasto com hospedagem: R$ 1.000
  • Gasto com comida: R$ 400
  • Consumo médio da BMW F 800 GS: 24 km/l (melhor: 27 km/l; pior: 22 km/l)
  • Custo médio do litro da gasolina (95 octanas): R$ 2,60 na Argentina e R$ 3,50 no Chile

Laguna Tebinquinche

Como diz o ditado, não existe almoço grátis. Os lugares são impressionantes, as paisagens são de tirar o fôlego, as comidas e bebidas variadas, a cultura e as pessoas são uma aula a cada esquina – mas tudo isso tem um preço: a boa notícia é que basta organizar bem a empreitada para ele ser relativamente baixo. Na minha opinião, vale cada minuto investido em planejamento, cada problema mecânico, cada estrada ruim, cada centavo, cada quilômetro, cada dia. Vá lá e depois me conte se vale ou não vale.

Gracias pela parceria, gurizada. Até a próxima!

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