CB 1300 Super Four 1 x 0 Serra do Umbu


Rota: Porto Alegre / Osório / Maquiné / São Francisco de Paula / Taquara / Gravataí / Porto Alegre

Distância percorrida: 330 km

Já fazia um bom tempo que me assombrava a ideia de subir a Serra do Umbu, partindo de Maquiné (RS) e chegando até  São Francisco de Paula (RS) – mas como fazer isso com a CBzona e seus 260 quilos apoiados em pneus de rua? Hoje pela manhã, meio por acaso – outros compromissos foram cancelados -, fui até Maquiné para ver in loco o tamanho do problema.

Ao chegar lá, já perto do meio-dia, parei em um posto de combustível e as informações que levantei sobre a estrada não eram animadoras: “É possível”, me disse o frentista, “mas são 56 km de estrada de chão. Show mesmo é ir até Terra de Areia e subir a Rota do Sol”. Como já fiz e refiz esse trajeto várias vezes, essa não era uma alternativa e o jeito foi encarar com muita calma a RS-484 sem a expectativa de chegar até São Chico.

A primeira parte da estrada, plana e sempre com um rio por perto, foi uma tranquilidade só e inverteu a lógica, pois a calmaria veio antes da tempestade: quando a sucessão de curvas em aclive começou, precisei me concentrar para escolher os melhores trechos da estrada (em alguns momentos foi necessário colocar os pés no chão para dar direção à moto, pois parecia que as pedras soltas ditavam o rumo da CB). Quando cheguei no topo da serra, o prêmio foi a vista deslumbrante, mas ainda faltavam os quilômetros finais que, apesar de planos, estavam sendo patrolados e sem o trabalho finalizado, manter um rumo se tornou um trabalho hercúleo. Depois de quase comprar um terreno nos Campos de Cima da Serra – não me pergunte como não caí -, cheguei à RS-020 que, apesar de não estar em sua melhor forma, me pareceu o asfalto mais perfeito do mundo.

Resumo da ópera: o lugar é belíssimo, possui fauna e flora exuberantes, o povo é muito acolhedor mas a CB1300SF não é a ferramenta mais adequada para executar esse serviço; o ideal seria utilizar uma trail de média cilindrada, já que as curvas em aclive também seriam um problema para motos como a Honda XL1000V Varadero ou da Suzuki DL1000 V-Strom principalmente por conta do movimento inercial. Mesmo com elas, como disse o frentista, é possível.

13 Comentários

Parabéns!!

Vi as fotos e li o seu sofrimento, melhor aventura ao fazer a viagem, para subri a Serram do Umbu.

Att.

Cruz

Taquiuspa! Um maluco fazendo off-road com uma CBzona! E não é a primeira vez, não é mesmo, seu suicida? Que maravilha de fotos. Tu estás prontinho para uma BMW GS, confessa!

O pior é que isso me recorda uma velha convicção: a moto certa para quem realmente gosta de viajar é aquela que encara asfalto e terra sem susto. Como sou um adorador das custom, luto arduamente contra essa convicção.

Parabéns pela motokada corajosa e pelas belas fotos, Piréx. Espero que estejas com o seguro de vida em dia…

Pô Pirex, pra estas indiadas tu não convida os amigos ?!?!?

Que inveja meu, na próxima avisa e que seja com 15 dias de antecedência…

Salvem.

Bom saber que não sou o único que fiz esse trajeto.

Fui até lá.

De Harley. De ré. Em dia de chuva.
Com pneu traseiro furado. E carregando um boi.

Claro, Harley é o nome da minha charrete.

Parabéns, demente.

EL GDM

Grande Piréx.
Foste corajoso com a tua CB1300-Strom !!! Parabéns !
Mês passado fiz uma parecida com a minha CB500. Fui ao aniversário de um amigo no município de Chuvisca (Entre Camaquã e Dom Feliciano). Foram 23 quilômetros de chão batido. O problema maior foi que no meio do cabrito assado, caiu o maior temporal e a estrada de chão virou um pesadelo de lama. Não precisa nem dizer como foi a volta né ? Perdi as contas de quantas vezes quase fui ao chão, mas com calma e jeito cheguei ao asfalto (UFA !!!).
Grande abraço.

Keep Riding.
Pedro Rogério Martins

Cruz:
Realmente a mão-de-obra é grande para rodar por aqueles cantos, mas o visual vale a pena. E de moto, não tem ruim… É só alegria.

KD:
Pois é, pois é… Uma GS vira e mexe aparece nos meus sonhos – mas só nos sonhos, já que o meu bolso não alcança. Mas é uma ideia ser amadurecida. E o seguro de vida está em dia e no nome da patroa (que é uma grande entusiasta dessas minhas motocadas).

Tara:
Foi bem por acaso que fui parar lá. O plano era outro (se é que férias combina com ter planos). Da próxima vez te aviso e descemos a serra.

GDM:
Estou pensando em comprar uma Varadero… O que achas? 😀

Pedro:
Com chuva realmente o buraco é mais embaixo. Essa que passei ontem, por exemplo, eu não encararia se estivesse chovendo – mas se a chuva nos pega no meio do caminho, aí não tem jeito. E como diz o provérbio, o pior dia motocando é muito, muito melhor que o melhor dia trabalhando.

Abraços!

Caraca, e eu achei que aquela estradinha em Ivoti era ruin !! Hahaha

Só tu mesmo paisano ! Bela aventura e fotos !

Vai para o Chile ?

abraço !!

É, parceiro… A de Ivoti era só um aquecimento para a Serra do Umbu 😀 Não vou até o Chile não, Roger: a motocada desse verão é até um pedaço da Argentina e depois volto pelo Uruguai.

Abraço!

Show de bola!
Já fiz uma parte desse trajeto, mas estava de JEEP, só que ao invés de subir, eu desci, e fui por Rolante, Riozinho, que tem várias cachoeiras, como a do Chuvisqueiro, chuvisqueirinho, São Judas, Andorinhas…mas, por esse trajeto, realmente, só com moto trail ou de 4×4.
Abraço a todos.

Mauro, eu vi a placa indicando o acesso à Riozinho e em uma próxima oportunidade com certeza vou fazer aquele roteiro. Aquela região é bonita demais.

Grande abraço!

Beleza, Piréx. Fiz essa subida em janeiro, no meu final de férias, com a mulher na garupa! Lógico que ela ficou uns três dias reclamando de dores no corpo, mas o visual vale o sacrificio. Não satisfeitos com a proeza, descemos pela serra na SC450, chegando a São João do Sul. Acho que a patroa vai pedir um tempo desse tipo de aventura…

Imagino que não tenha sido fácil subir a Serra do Umbu com a mulher na garupa, Henrique – e tampouco descer a SC-450: eu passei por ali de carro há muitos anos, mas imagino que a pedreira que era aquela estrada não tenha mudado muito.

Abraço!

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