Passo do S, Serra do Umbú e o frio de rachar


Rota: Porto Alegre/Novo Hamburgo/Taquara/São Francisco de Paula/Maquiné/Osório/Porto Alegre

Distância percorrida: 450 km

Fez frio nos Campos de Cima da Serra no último final de semana. Conhecida pela neve, a região é gelada até no verão e os 3 graus anunciados para o sábado passado já serviriam para desencorajar uma saída de moto – mas surgiu uma possibilidade de conhecer o Passo do S, no Parque Estadual do Tainhas, e cavalo encilhado não se deixa passar. De mais a mais, essa temperatura prevista deveria ser a mínima do dia, provavelmente cedo da manhã, e não chegaríamos (eu e um parceiro de várias indiadas) antes das 10h no topo da serra.

Saímos de Porto Alegre (RS) antes das 8h com uma temperatura de 10 graus; à medida em que subíamos a serra, o termômetro no painel apontava um problema cada vez maior: no final das contas, na chegada a São Francisco de Paula, os 3 graus previstos deram as caras. Enquanto estivemos parados a temperatura não era tão incômoda, mas depois de alguns minutos rodando não havia luva que mantivesse a mão protegida do frio de rachar a ponta dos dedos.

A estrada de chão que liga a RS-110 ao Passo do S possui 7 quilômetros de extensão e exige atenção nas baixadas, onde a água se acumula e o barro transforma o passeio em um rali. Com um pouco de paciência, em pouco tempo chega-se ao Rio Tainhas, onde o lajeado com um palmo d’água permite o cruzo de veículos: na chegada à margem do rio, já com o sol rompendo o bloqueio das nuvens, o termômetro marcava confortáveis 5 graus.

Passo do S

Empolgado com a chegada, segui a estrada e entrei rio adentro com a moto, parando em seguida para registrar em fotos o lugar. Ao parar, me pareceu que o lajeado não era tão estável para a moto quanto eu esperava, mas deixei para avaliar com mais calma na volta de uma caminhada pela margem até a cascata que fica a poucos metros da estrada.

Registros feitos, entramos um pouco mais no rio a pé e então apareceu a explicação da instabilidade do piso: limo. Ficamos ali na margem, discutindo se valia a pena arriscar ou não, eventualmente caminhando um pouco mais em direção ao centro do rio, e então ficou claro que se mal conseguíamos ficar de pé, com as motos o cenário seria mais complicado ainda. Talvez um tombo em baixa velocidade não fosse um problema, mas levantar a moto do lajeado sem ter onde apoiar o pé com segurança seria impossível. Além disso, com a temperatura na casa dos 5 graus, rodar molhado os 200 quilômetros de volta para casa não parecia ser uma boa ideia.

Assim, restou adiado para o verão, com menos água, talvez com menos limo, o esperado cruzo do Passo do S. Como prêmio de consolação, almoçamos em Tainhas, onde uma sopa de feijão esquentou o corpo para encarar a volta, e descemos pela Serra do Umbú (onde eu havia passado em março de 2010).

Até o verão, Passo do S. Voltaremos.

6 Comentários

Show Pirex ! É muito linda a região. Mas o aquecedor de manoplas não ajuda neste frio ?

Abraços
Fernando

Fiz a mesma coisa, só que ainda tinha um agravante: minha mulher.

Belas fotos!

Fernando:
Como eu não tenho protetores de mão na moto, o aquecedor das manoplas perde muito calor para o vento gelado e, também por causa das luvas mais grossas, mal dá para notar que ele está ligado. Quando passo um frio como esse (a última vez foi no Paso de Jama), penso que talvez devesse colocar os protetores.

Gastro Passeio:
Com garupa, acho que nem no verão.

Obrigado, Renato.

Abraços!

Mais uma indiada pro curriculo Pirex…

Valeu a parceria e até a próxima

E que a próxima seja em breve, Tara.

Abraço!

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