Caminhos do Mercosul: Brasil, Argentina e Uruguai – 4º dia


Rota: Colonia del Sacramento / Montevideo

Distância percorrida: 181 km

Apesar de presenteados com uma bela manhã na sexta-feira, uma ponta de tristeza estampava os rostos de todos já que estávamos além da metade da viagem – foram rodados 1547 quilômetros desde Porto Alegre (RS) até Colonia del Sacramento (UY) – e agora estávamos oficialmente voltando para casa; ainda teríamos mais de 1000 quilômetros de diversão antes de abandonarmos nossas inseparáveis companheiras na garagem e isso bastou para animar a todos.

Na programação do dia, apenas os 181 quilômetros da duplicada AU1 e um dia inteiro para aproveitar: se por um lado serviu para descansar os esqueletos, por outro permitiu que caminhássemos calmamente entre o casario histórico e as fortificações de Colonia. Muitas fotos e estripulias depois, lá pelo meio da manhã, montamos nos cavalos de metal e nos mandamos rumo leste – com o sol nas ventas – em direção à Montevideo, onde chegamos em pouco tempo.

Aviso aos navegantes: os parágrafos abaixo são totalmente parciais

Eu sou há muito um fã declarado de Montevideo – das ramblas, da tranquilidade, da arborização, da ciudad vieja, do povo, etc etc – e o que escrevo a respeito dessa cidade (que visito pela terceira vez) não é nem um pouco imparcial; como o aviso foi dado, fico à vontade para elogiar um pouco mais a antiga capital da Província Cisplatina do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve.

A entrada na capital da República Oriental do Uruguai é tranquila e nem de longe lembra o acesso à maior cidade de um país; sempre em frente, com a companhia do Rio da Prata, chegamos ao Mercado del Puerto: ao parar na sinaleira, abri o capacete e o inconfundível cheiro de parrillada me desnorteou e dali até o hotel segui no piloto automático, já que estava hipnotizado por aquele aroma.

Tenho poucas lembranças da chegada no hotel, do check-in e de ter deixado a moto estacionada na garagem: quando botei os pés na porta do Mercado, saí do transe e caminhei, junto com os demais companheiros de estrada, pisando nas pedras seculares, analisando restaurantes, bares, lojas e pessoas até que escolhemos onde comer. Felicidade tem nome, paisano.

De volta com a nossa programação normal

À meia-tarde, caminhamos pelas ramblas e pelo centro da cidade misturados à correria de um dia de semana na capital dos uruguaios (não fosse pelas máquinas fotográficas em punho, talvez passássemos por um deles). No final da tarde, gelamos as gargantas com um par ou dois de Patricias no bar que fica defronte ao hotel e à noite caminhamos pela Rambla Republica del Peru, em Pocitos, e encerramos com chave de ouro a passagem por Montevideo em um restaurante de Punta Carretas.

Voltaremos, Montevideo, voltaremos.

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