Tempo fechado na Serra da Boa Vista


Rota: Porto Alegre / Osório / Maquiné / Barra do Ouro / Riozinho / Rolante / Taquara / Gravataí / Porto Alegre

Distância percorrida: 290 km

O farol da Tornado, como eu disse outro dia, é sofrível e rodar à noite só em caso de extrema necessidade; à noite e com chuva então, nem pensar. No último sábado, depois de uma motocada, a tal extrema necessidade se apresentou: noite, chuva torrencial e apenas um farolzinho para iluminar os 90 km que separam Rolante (RS) de Porto Alegre (RS).

A previsão do tempo – sempre ela – dizia na sexta-feira que a chance de chuva para o dia seguinte era de 10%, o que me deixou bastante animado, já que o local escolhido para rodar no sábado (a Serra da Boa Vista) seria mais ou menos difícil de percorrer em função da presença ou não da chuva.

Apesar das muitas nuvens escondendo o céu no sábado, saímos de Porto Alegre no começo da tarde e antes de Osório, com menos de 100 km no odômetro parcial, a primeira chuva caiu; um chuvisco, a bem da verdade, mas já me serviu como aviso: eu me arrependeria em breve por acreditar na previsão do tempo e sair sem a capa de chuva. Adiante de Osório a chuva desapareceu e me fez pensar que talvez aquele aguaceiro na BR-290 tivesse sido pontual e teríamos tempo seco dali para frente.

Não.

Entre Maquiné e Barra do Ouro veio a primeira chuva forte que desapareceu tão rápido quanto chegou; quando começamos a subida da Serra da Boa Vista somente um chuvisco leve nos acompanhava, mas bastaram algumas curvas para que o horizonte desaparecesse – e em seguida a própria estrada – em função da forte neblina. Continuamos nessas condições até Riozinho, onde a chuva voltou a cair com força e de Rolante a Taquara, já noite fechada, precisamos rodar devagar com trânsito intenso nos dois sentidos. De Taquara a Porto Alegre a intensidade da chuva diminuiu, mas o precário farol da Tornado exigia a mesma velocidade reduzida nas curvas da RS-020.

Chegamos sãos e salvos em Porto Alegre depois das 20h e a tensa última parte da motocada foi a situação mais crítica na qual me envolvi nos últimos anos: via de regra sou muito cuidadoso com esses detalhes, mas dessa vez fui pego de surpresa. No motociclismo sempre é tempo de aprender, não importam as décadas ao comando do guidão.

(N. do E.: a culpa dos poucos registros fotográficos, como o amigo leitor deve imaginar, foi da chuva. Além da câmera, entraram no banho a carteira e o telefone, mas no final das contas todos se salvaram com algumas poucas sequelas.)

9 Comentários

Buenas e me espalho Piréx.

Parabéns pelas belas motocadas e pelas lindas fotos (que roubo mas sempre com os créditos)!

Tchê, gostaria de saber se tu tens como me informar e dar uma assessoria gratuita sobre o trecho compreendido entre Umuarama- PR até Rio Grande ou até mesmo POA, pois pretendo busca uma joinha que achei por aqueles lados.

Agradeço se tiveres informações do trecho, tipo estado das rodovias e postos de combustíveis e se é uma viagem tranquila (assaltos) ou nem tanto!

Abraço muy sinchadito!

Essa motocada foi das boas ! Sete horas que vão permanecer na minha lembrança ! Temos que voltar lá Pirex: faltaram as fotos das cascatas no teu blog !

Se os teu leitores quiserem ter uma ideia do que se via de cima da Tornado nesse dia, podem assistir aqui

Abs

Bom dia Pirex, é meu amigo, minha região aqui (Grande Santo Antonio da Patrulha, kkkkk)
muitas vezes prega peças, o tempo aqui é muito instavel, no Maquiné chove todo dia a tarde (risos) mas foi uma baite experiencia pra quem ja é experiente como voce.

Abraços.

Oi Piréx!

Eu uso uma máquina fotográfica à prova d’água. Daí não preciso me preocupar se chove ou não. Já tem versões mais modernas que esta e também de outras marcas. Vale a pena o investimento quando trocar de câmera.

Abraços!
Rodrigo Stulzer
transpirando.com

Carlos:
Passei por este trecho (Umuarama –> Assis Chateuabriand –> Toledo –> Capanema –> Barracão –> São Miguel do Oeste –> Frederico Westphalen –> Sarandi –> Carazinho –> Soledade –> Lajeado –> Porto Alegre) no final de janeiro e achei razoáveis as condições da estrada (detalhes no artigo /o-brasil-e-bonito/). Os pontos negativos são a pequena quantidade de postos de gasolina e as deformações no asfalto, um perigo na volta das ultrapassagens. Daqui para baixo, até Rio Grande, são mais 300 km, quase todos na BR-116 (mão dupla, pista boa e trânsito intenso de caminhões em função do porto de Rio Grande). Boa viagem!

Ade:
Valeu pelo vídeo. Faltaram várias coisas, na verdade… A neblina não deixou muita coisa à vista. Pelo menos já temos uma desculpa para voltar lá (resta saber se a patroa vai acreditar).

Jones:
Motociclismo é isso, todo dia uma lição nova – mas valeu muito a pena. Faltou rodar no trecho entre Rolante (por Rolantinho) e Santo Antônio da Patrulha, mas em breve voltaremos para completar a rota programada.

Rodrigo:
Essa é uma boa solução, tanto quanto a Go Pro do Ade – mas a culpa é mesmo minha, já que não levei sequer um saco plástico para proteger a carteira e o celular.

Abraços!

Bah, tchê. O trajeto é uma obra!!! Fizemos ele com a Fazer ano passado mas no sentido contrário ao que vcs foram. Nos altos desta serra o tempo fecha do nada. Pena que pegaram muita água, mas o passeio é muito recomendado. Quando pegar uma “uso misto” faço esta indiada de novo.
Obs: coloca um mata cachorro e uns faróis auxiliares. Vi numa Lander e parecem funcionais.
Quebra costela, tchê loco!

Nada de mata-cachorro, Mansan… Cheia de penduricalhos já basta uma 😀

Abraço!

Piréx, coloca Xenon na Tornado cara! Ajuda bastante a noite.

T+

Talvez seja um paliativo razoável, Daniel, mas a verdade é que o conjunto ótico como um todo deixa a desejar. O outro problema é que com os meus 95 kg a suspensão traseira abaixa (e aí a solução envolveria também uma mexida na pré-carga da mola) e o facho do farol não ilumina o chão nem na luz alta. Vou pensar com calma no que fazer: enquanto isso, nada de rodar à noite com a Tornado.

Grande abraço!

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