Três Tornados na Barrocada


Rota: Porto Alegre / Águas Claras / Barrocadas / Santo Antônio da Patrulha / Porto Alegre

Distância percorrida: 230 km

Sexta-feira é dia de acompanhar a previsão do tempo, ainda mais quando há uma motocada agendada para o final de semana: no final da tarde do dia 8, até granizo caiu em Porto Alegre (RS), o que me deixou com um pé atrás (chuva tudo bem, mas pedradas na cabeça?). O objetivo de sábado era sair pela zona sul da capital dos gaúchos, seguir pelas vicinais até a RS-040, rodar na estrada Capivari do Sul/Barrocadas (ou “na Barrocada”, como se diz na região: Barrocadas é um distrito de Capivari do Sul) e voltar pela BR-290, num percurso de aproximadamente 220 km.

Quando cheguei no ponto de partida, já me esperavam dois amigos com as suas Tornados prontas para a estrada; depois de um pouco de papo, apontamos as motos para a zona sul de Porto Alegre e não demorou para que chegássemos na Estrada da Varzinha, na Vila de Itapuã (onde fica o Parque Estadual de Itapuã, em Viamão), onde aconteceu o único incidente da tarde: um parafuso da carenagem da minha moto caiu, mas o Ribas, que enxerga melhor do que eu, conseguiu achá-lo no meio do cascalho da estrada.

Atravessando os morros da região, passamos pela Praia da Varzinha (na Lagoa dos Patos) e chegamos ao entroncamento da Estrada da Pimenta/Estrada da Brahma (há uma fábrica da AMBEV em Viamão), onde paramos para descansar à sombra de uma figueira e derrubar uma perna de salame no bar que leva o nome da árvore. Dali até a RS-040, pela Estrada da Faxina, foram poucos quilômetros mais e não chegamos a rodar nem 1 km no asfalto da Rodovia Tapir Rocha: logo voltamos ao chão batido, em direção a Barrocadas, para mais um trecho da mais pura diversão.

A ideia original era percorrer a Estrada das Barrocadas desde Capivari do Sul, mas o atalho – que podemos chamar de vicinal entre as vicinais – valeu a pena: pelo caminho, chuva, barro, pedras soltas, muita (muita!) areia, colheitadeiras fechando a estrada, gado sendo movimentado, cavalarianos e até grama cobrindo a estrada (em um trecho que me fez pensar duas vezes se o rumo era realmente aquele); para fechar o dia com chave de ouro, um sol entre nuvens se apresentou em Santo Antônio da Patrulha e criou um cenário de cinema. Dali para casa foram cerca de 75 km de asfalto que serviram para eu descobrir um defeito na quase perfeita Tornado: o farol ilumina pouco mais que uma vela, tornando a pilotagem noturna impraticável mesmo com o uso da luz alta.

Obrigado pela companhia e até a próxima, tornadeiros!

12 Comentários

Olha brother’s, essa caras são corajosos fazer esse trajeto com tornado parabéns a todos.

Muito bom o teu blog, Pirex ! Tinha salvado pra ler depois, e hoje consegui dar uma olhada. Agora tá explicado pq te sentes tão a vontade nas estradas de chão ! He he he
Foi muito boa esta motocada, hein ! Abraço

Putz, que beleza, Piréx! Na verdade: estou me remoendo de inveja! Da boa, da boa, claro…

E, como prevíamos, esses caminhos off-road trouxeram um upgrade para o Diário de Bordo. Congratulations!

Trocaste mesmo o asfalto pela terra, hein? Pois é, eu esqueci de te dizer que o farol da Tornado é impraticável, tanto pela lâmpada quanto pelo conjunto ótico. Já vi gente substituir pelo da Falcon para melhorar essa fraqueza, confiando na caixa de fusíveis original muito embora, pelo que eu me lembre, a lâmpada da Falcon seja de maior potência que a lâmpada da Tornado.

Tchê, até na Tornado caindo parafusos? Não, o problema não são tuas motos. É o piloto que faz parafuso de HD, Honda, etc, fugirem das máquinas. Ao menos não tinha uma “vem-strondo” atrás para recolher o dito cujo. hehehe;
De Tornadeira tu não tens mais desculpa pra um assado ou mateada na cascatinha da Morungava. Vamos marcar essa. Sim, vou de GS, ela chega lá. Será que as outras (“crássica”, MT, “Shandon”, etc) encaram essa?
Quebra costela!

Satisfação de ter feito parte dessa motocada! Grandes parceiros de estrada Pirex e Ade! Ah, e a respeito de achar o parafuso, foi questão de sorte, Pq ainda não me convenci q preciso urgente de oculos (risos). Agora é sacudir a poeira e se preparar para a proxima!

Bah, mas que belo lugar para eu abrir outro bar. E acho que vou fazer esse caminho… de Ranger. hahaha.

Marco:
A Tornado vai bem no off-road, mesmo nos mais puxados, e acredito que em alguns casos (como no Morro da Borússia) uma moto maior daria muito trabalho.

Ade:
Estrada de chão batido é bom demais, mas ainda falta muito para eu me sentir em casa… Nada que mais uns 5.000 km no meio do mato não resolvam.

KD:
Certamente os caminhos rurais agregaram muito ao blog, mas, acima de tudo, motocar em meio à natureza é um anti-estresse poderoso. Recomendo fortemente.

Henrique:
A luz do farol original é de chorar. Também pensei nisso, mas me preocupei com toda a elétrica envolvida e coloquei em stand-by por enquanto. Eu li na no fórum Tornadeiros que alguém colocou uma lâmpada mais forte e não teve problemas, mas vou pensar com mais calma e tentar saber um pouco mais sobre isso.

Mansan:
Essa é a primeira moto minha que perde parafusos. A Fat achou um.

Ribas:
É só marcar a indiada e estarei lá.

Landão:
Conte comigo como o cliente #1. Aliás, já estou quase voltando lá no Bar do Orlando para comer outro filé de traíra. Vamos nessa? Só asfalto até Rio Pardo, uma barbada para Shadows e Fats.

Abraços!

Coisa linda… agora o cara resolveu meter o pé na lama… quer dizer o pneu…

Xouzaço, parabéns com a magrelinha, e muito legal saber que mesmo de longe participei da motocada 🙂

super abraço e vê se coloca a mais gordinha para subir para as bandas de Castro em junho.

Verdade, Duxo: participaste involuntariamente. Estou cantando a dona da pensão para ir junto ou me liberar para a festa em Castro… Vamos ver no que dá. Vontade não me falta para juntar as gordas.

Forte abraço!

Parabens pelo sabor de Aventura passado aos leitores !
Meu amigo Ademir me indicou o espaço
Elvis

Elvis, eu e o Ribas, durante essa motocada, conversávamos justamente sobre isso: um dos principais objetivos do Diário de Bordo é fomentar o mototurismo. Recebo um retorno muito positivo de pessoas que leram artigos e se animaram a colocar suas motos na estrada – e até de um leitor que voltou a pilotar motocicletas incentivado pelo blog. Fico para lá de feliz com isso.

Grande abraço!

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